Avaliação de Lula permanece estável após tarifaço de Trump, aponta Datafolha
A popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não sofreu alterações significativas após o anúncio de tarifas pelo governo de Donald Trump sobre produtos brasileiros. Uma pesquisa recente do Datafolha indica que a **avaliação de Lula** segue estável, sem impactos relevantes da crise comercial.
Os números da pesquisa, divulgados nesta sexta-feira (24), mostram que 38% dos brasileiros consideram a gestão como ruim ou péssima, enquanto 32% a classificam como ótima ou boa. Outros 28% a avaliam como regular. Esses percentuais se mantêm dentro da margem de erro de dois pontos percentuais em comparação com o levantamento anterior.
A estabilidade nos índices de aprovação frustra expectativas dentro do governo, que esperava um possível impulso na popularidade com a disputa comercial com os Estados Unidos. O Planalto tem buscado explorar o tema politicamente, com discursos voltados à defesa da soberania nacional e críticas à administração de Trump.
Aprovação e desaprovação oscilam, mas sem variação expressiva
A avaliação direta do governo Lula também reflete essa tendência de estabilidade. Segundo o Datafolha, o percentual de brasileiros que aprovam a gestão oscilou de 48% em junho para 49% agora. Por outro lado, a desaprovação passou de 49% para 48% no mesmo período.
Essa oscilação dentro da margem de erro reforça um padrão observado desde o segundo semestre de 2025. Após uma melhora pontual entre julho e setembro, quando a aprovação subiu de 29% para 33%, a popularidade do governo tem se mantido em um patamar semelhante, sem uma trajetória consistente de alta.
Reprovação é maior entre homens, sulistas e evangélicos
Análises por perfil de eleitorado revelam que a avaliação do governo Lula mantém um padrão já identificado em pesquisas anteriores. A reprovação permanece acima da média em grupos como homens (43% avaliam a gestão como ruim ou péssima), moradores da Região Sul (46%), pessoas com ensino superior (48%) e evangélicos (51%).
Em contrapartida, a **avaliação positiva** do governo é mais expressiva entre nordestinos (45%), brasileiros com menor escolaridade (46%), eleitores com mais de 60 anos (42%), pessoas de menor renda (39%) e católicos (38%).
Metodologia da pesquisa Datafolha
A pesquisa Datafolha ouviu 2.004 entrevistados entre os dias 22 e 24 de julho de 2026. O levantamento foi contratado pelo grupo Folha da Manhã, do Jornal Folha de S.Paulo, e possui um nível de confiança de 95%, com margem de erro de 2 pontos percentuais. O registro no TSE é BR-01166/2026.