Ramagem rompe silêncio após detenção nos EUA e dispara contra PF: "Polícia de jagunços"

Ramagem rompe silêncio após detenção nos EUA e dispara contra PF: “Polícia de jagunços”

Resumo

Ramagem se manifesta pela primeira vez após detenção e agradece “alta cúpula” de Trump

O ex-deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ) quebrou o silêncio nesta quinta-feira (16), após passar dois dias detido em um centro de detenção do Serviço de Imigração e Controle de Alfândega (ICE) nos Estados Unidos. Em um vídeo divulgado nas redes sociais, Ramagem expressou gratidão a aliados e, notavelmente, a membros da “alta cúpula da administração Trump”, que teriam contribuído para esclarecer sua situação perante as autoridades de imigração americanas.

O ex-parlamentar relatou que sua entrada nos Estados Unidos, em setembro de 2025, ocorreu de maneira regular, com visto e passaporte válidos. Ele também mencionou que suas filhas frequentam uma escola pública na Flórida, reforçando que não está se escondendo e que seu paradeiro é conhecido pelas autoridades. Atualmente, Ramagem aguarda a análise de seu pedido de asilo político.

Ramagem contestou veementemente a versão da Polícia Federal (PF) sobre sua detenção, classificando o diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues, como uma “vergonha”. Ele negou que a abordagem policial tenha sido motivada por uma infração de trânsito, como sugerido anteriormente por aliados, afirmando que o procedimento foi estritamente de natureza migratória. A informação foi divulgada conforme reportagem do portal Gazeta do Povo.

Ramagem agradece a aliados e contesta PF

Em seu pronunciamento, Ramagem agradeceu nominalmente ao ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), aos jornalistas Paulo Figueiredo e Allan dos Santos, e ao senador Hiran Gonçaves (PP-RR) pelo apoio durante o período em que esteve sob custódia. Ele direcionou críticas severas à PF, acusando a corporação de ser uma “polícia de jagunços” sob o comando de Rodrigues.

O ex-deputado desafiou o adido da Polícia Federal em Miami, que, segundo fontes, teria monitorado sua movimentação em uma operação conjunta com autoridades americanas. “Quem está demonstrando que pode estar sorrateiro aqui não sou eu, o adido da Polícia Federal que venha falar comigo de frente que eu não tenho nada para esconder”, declarou Ramagem.

Ramagem reiterou sua tese de que é vítima de “lawfare” e de uma perseguição política orquestrada pelo governo Lula (PT) e pelo Judiciário brasileiro. Ele descreveu as acusações que o levaram a ser condenado a 16 anos de prisão pela suposta tentativa de golpe de Estado como uma “farsa”.

Acusações contra o diretor da PF

Alexandre Ramagem acusou Andrei Rodrigues de ser um “amigo íntimo” do ministro Alexandre de Moraes. Ele mencionou a participação de Rodrigues em uma “degustação de whisky” em Londres, com despesas supostamente pagas pelo Banco Master, que seria de propriedade de um “banqueiro criminoso”. Ramagem defendeu o afastamento imediato de Rodrigues do cargo.

O ex-parlamentar classificou a narrativa de que sua prisão foi resultado de uma cooperação internacional bem-sucedida como equivocada. Ele argumentou que sua detenção nos EUA serviu como mais uma oportunidade para expor a situação de “injustiçados, presos e exilados” envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023.

Ramagem defende sua regularidade nos EUA

O ex-deputado federal ressaltou que sua situação nos Estados Unidos é totalmente regular. Ele apresentou como prova o fato de ter entrado no país com visto e passaporte válidos, além de suas filhas estarem matriculadas em uma escola pública na Flórida. Ramagem enfatizou que não está se ocultando no país.

A Polícia Federal foi procurada pela reportagem para comentar as acusações feitas por Ramagem, mas até o momento não obteve retorno. O espaço permanece aberto para manifestações da corporação.

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