Silas Malafaia em culto com Flávio Bolsonaro: "Perseguição política" de Alexandre de Moraes é "inquérito ilegal"

Silas Malafaia em culto com Flávio Bolsonaro: “Perseguição política” de Alexandre de Moraes é “inquérito ilegal”

Resumo

Malafaia acusa Alexandre de Moraes de perseguição política em culto com Flávio Bolsonaro

O pastor Silas Malafaia utilizou um culto em sua igreja, a Assembleia de Deus Vitória em Cristo (Advec), para tecer fortes críticas ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. O evento, realizado neste domingo (3), contou com a presença do senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Durante a cerimônia religiosa, Malafaia, que recentemente se tornou réu por suposta ofensa ao comandante do Exército, general Tomás Paiva, direcionou seus ataques diretamente ao ministro Alexandre de Moraes. O pastor classificou o inquérito que o tornou réu como “ilegal” e de “perseguição política”.

As declarações foram feitas na presença de Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro. Malafaia aproveitou a ocasião para elogiar o ex-presidente e expressar sua insatisfação com as decisões de Moraes, que ele considera um impedimento para o contato com amigos.

Pastor Silas Malafaia se declara vítima de “inquérito ilegal” de Moraes

“Existe um inquérito ilegal, imoral de fake news que há sete anos está aberto. Quem comanda esse inquérito é Alexandre de Moraes, e desde então é promovida a perseguição política através desse inquérito”, afirmou o pastor Silas Malafaia durante o culto. Ele dirigiu essas palavras ao senador Flávio Bolsonaro, presente no evento.

Malafaia comparou a situação a uma “covardia e maldade” e pediu que Flávio Bolsonaro transmitisse um abraço ao ex-presidente Jair Bolsonaro. O pastor ressaltou que sua relação com o ex-presidente sempre foi de diálogo franco, inclusive com questionamentos e conselhos.

“Tá aqui o filho dele, que sabe que eu não converso com o Bolsonaro para elogiar e só para agradar. Eu, quando ele era presidente, fazia questionamentos particulares com ele, e sempre fiz, e sempre ele aceitou alguns conselhos meus, não aceitou todos, porque ninguém aceita tudo, isso é normal, isso é correto”, declarou Malafaia.

Ação contra Malafaia se baseia em fala genérica sobre generais

A ação que tornou o pastor Silas Malafaia réu tem como fundamento uma fala proferida em uma manifestação em abril de 2025, na Avenida Paulista. Na ocasião, Malafaia criticou o alto comando do Exército, chamando os generais de “frouxos”, “covardes” e “omissos”.

Ele declarou: “Cadê esses generais de quatro estrelas, do Alto Comando do Exército? Cambada de frouxos, cambada de covardes, cambada de omissos. Vocês não honram a farda que vestem. Minha fala contra os generais covardes do alto comando, não contra o glorioso Exército Brasileiro”.

O Comandante do Exército, Tomás Paiva, acionou a Procuradoria-Geral da República (PGR) com base nesse discurso. A PGR considerou “evidente” a intenção de “constranger e ofender publicamente os oficiais-generais do Exército, entre eles o Comandante do Exército Tomás Miguel Miné Ribeiro Paiva”.

Pastor minimiza fala e defende que não citou nomes

Durante o culto, Silas Malafaia minimizou a declaração, referindo-se a ela como uma “palavrinha boba sobre os generais de quatro estrelas”. Ele reforçou o ponto central de sua defesa, de que não citou nomes específicos.

“Quando você fala direto o nome de uma pessoa, você pode cometer crime de calúnia, injúria e difamação. Quando você fala genericamente, é a sua opinião”, argumentou o pastor, defendendo que suas palavras se tratavam de uma opinião genérica.

O inquérito das fake news foi utilizado como base para que o processo fosse julgado no Supremo, mesmo sem foro privilegiado para Malafaia. A conexão entre as ações foi proposta pela PGR e aceita por Alexandre de Moraes, relator de ambas.

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