STF em Crise: Ministros se Afogam em Autoelogios e Ignoram Desconfiança de 60% dos Brasileiros

STF em Crise: Ministros se Afogam em Autoelogios e Ignoram Desconfiança de 60% dos Brasileiros

Resumo

STF se Afoga em Pieguices e Autoelogios em Meio à Maior Crise Histórica e Desconfiança Popular

Em um momento de profunda crise institucional e desconfiança declarada por cerca de 60% dos brasileiros, o Supremo Tribunal Federal (STF) optou por um caminho de autocelebração. A Corte tem se reunido para homenagear os ministros em datas de ingresso na instituição, um costume que, segundo o presidente Edson Fachin, foi retomado com orgulho.

A prática, comparada a uma indústria parando para elogiar seus gerentes, tem sido alvo de críticas pela autoindulgência. O termo cabotinismo, que descreve o comportamento pretensioso e exagerado em busca de reconhecimento, parece se encaixar na descrição das cerimônias promovidas pelos próprios ministros.

Essa autolouvação torna-se ainda mais questionável diante dos recentes escândalos envolvendo ministros em contratos e consultorias milionárias e sigilosas com o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. A situação beira o deboche perante os cidadãos que clamam por explicações e correção de rumo, conforme informações divulgadas na mídia.

Fachin Elogia Moraes, Ignorando Controvérsias

O presidente do STF, Edson Fachin, destacou a atuação de Alexandre de Moraes na condução das ações penais relacionadas aos atos de 8 de janeiro, elogiando sua “virtude intimorata”. No entanto, Fachin evitou mencionar pontos sensíveis como as prisões preventivas em massa, o uso de dados biométricos do TSE para identificar e bloquear perfis em redes sociais, ou a condenação de réus por supostos crimes de terceiros.

A crítica recai sobre a omissão de Fachin em relação a questões como o papel de Moraes como juiz, investigador, acusador e vítima nos inquéritos, além das ordens monocráticas de buscas, apreensões, quebras de sigilo e bloqueios de redes sociais, consideradas por muitos como censura e violação à liberdade de expressão.

Gilmar Mendes e Paulo Gonet Exaltam Moraes em Discursos Inflamados

O decano da Corte, Gilmar Mendes, e o procurador-geral da República, Paulo Gonet, foram os responsáveis pelas mais extravagantes bajulações a Alexandre de Moraes. Mendes declarou que o Brasil tem uma “dívida histórica” com Moraes, mesmo após os R$ 80 milhões pagos pelo Banco Master ao escritório da esposa do ministro, um valor que impactou todo o sistema financeiro.

Mendes reiterou que Moraes livrou o país do “assédio” de setores que questionavam o sistema eleitoral e as urnas eletrônicas. Segundo ele, o inquérito das fake news alçou Moraes à posição de “pivô de defesa da democracia brasileira”, um instrumento manejado com firmeza e coragem para proteger as instituições contra desinformação e intimidação.

Em um discurso com a voz embargada, Gilmar Mendes afirmou que “o povo brasileiro se tranquiliza por termos vossa excelência como ministro dessa Corte” e que o Brasil tem uma dívida com Moraes, cujas futuras gerações saberão reconhecê-lo. Ele ressaltou a fortaleza moral e o espírito público de Moraes, que teria evitado que o país caísse em um “abismo autoritário”.

Gonet Descreve Moraes como “Desassombrado” e “Intrêmulo”

Paulo Gonet, em sua manifestação, também elevou o tom dos elogios. Ele declarou que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se associa com “grande satisfação” às homenagens, descrevendo o período de nove anos de Moraes na Corte como “desassombrado, brioso, denodado, intrêmulo e eficiente”.

Esses discursos de autoelogio e exaltação ocorrem em um momento delicado, horas antes de Daniel Vorcaro ser transferido para iniciar o processo de delação premiada. O ministro André Mendonça, relator do caso, já indicou que não aceitará uma meia-delação que vise poupar políticos ou ministros do STF envolvidos em crimes, sinalizando que a crise no Supremo pode ganhar novos desdobramentos.

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