Trump Ameaça Colômbia: Petro Convoca Mobilização Nacional pela Soberania e Democracia

Trump Ameaça Colômbia: Petro Convoca Mobilização Nacional pela Soberania e Democracia

Resumo

Petro convoca apoio popular após ameaças de Trump: “A soberania se defende com a vida”

O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, convocou seus apoiadores para manifestações em Bogotá e em outras cidades do país nesta quarta-feira (7). O ato visa defender a “soberania e a democracia” colombianas, em resposta a declarações recentes do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

As tensões diplomáticas entre Colômbia e Estados Unidos aumentaram após uma operação militar americana na Venezuela que resultou na captura do ditador Nicolás Maduro. O governo colombiano criticou oficialmente a ação, considerando-a uma intervenção com implicações regionais.

Em mensagem nas redes sociais, Petro incentivou a participação popular. “A soberania se defende com a vida, e aqui estamos sendo ameaçados, e a Colômbia não se ameaça. Não nos deixamos comprar, não estamos à venda”, declarou o presidente colombiano, conforme divulgado pelo governo.

Mobilização pela “soberania e democracia”

As manifestações estão programadas para as 16h (horário local), com o palco principal na Plaza de Bolívar, em Bogotá, onde Petro deve discursar. A convocação surge como uma resposta direta às falas de Trump, que classificou a Colômbia como “muito doente”.

Em declarações a jornalistas no último fim de semana, Trump criticou o governo Petro, afirmando que o país é “governado por um homem doente que gosta de fabricar cocaína e vendê-la aos Estados Unidos”. O presidente americano ainda acrescentou que essa situação “não vai durar muito tempo”.

Intervenção na Venezuela e implicações regionais

A chanceler da Colômbia, Rosa Villavicencio, destacou que o governo avalia a atual conjuntura como um risco para a paz. “Como governo, temos consciência de que, nesta situação, estamos colocando em jogo a paz no mundo”, afirmou a ministra em entrevista coletiva.

A operação militar dos Estados Unidos em Caracas, que levou à prisão de Maduro e sua esposa, Cilia Flores, ocorreu quatro dias antes das mobilizações convocadas por Petro. A ação foi vista pelo governo colombiano como um ato que pode ter “implicações diretas para toda a região”.

Trump sugere possível ação contra a Colômbia

Questionado se as declarações sobre a Colômbia poderiam indicar uma ação militar semelhante à realizada na Venezuela, Trump respondeu de forma enigmática: “Para mim, isso soa bem”. Essa resposta aumentou a preocupação em Bogotá e reforçou o chamado de Petro à mobilização.

O presidente colombiano busca demonstrar a força da soberania nacional e a união do povo colombiano diante do que considera “ameaças externas”. A defesa da democracia e a autonomia do país são os pilares centrais do discurso de Petro.

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