Ana Cristina Valle tem contas bloqueadas pela Justiça Eleitoral após rejeição de prestação de contas em campanha para deputada distrital
A Justiça Eleitoral determinou o bloqueio de mais de R$ 227 mil nas contas bancárias de Ana Cristina Valle, ex-mulher do ex-presidente Jair Bolsonaro e mãe de Jair Renan. A medida surge após a rejeição de suas contas de campanha para deputada distrital em 2022, eleição na qual ela não obteve sucesso.
De acordo com a decisão judicial, a candidata foi apontada por não ter prestado contas de forma adequada sobre as despesas de campanha. Parte desses gastos foi custeada pelo Fundo Especial de Financiamento de Campanha, também conhecido como Fundo Eleitoral. Além disso, Ana Cristina Valle descumpriu determinações judiciais prévias.
A reportagem tentou contato com a advogada para obter um posicionamento sobre o caso, mas não obteve retorno até o fechamento desta matéria. O espaço para manifestação permanece aberto. Conforme divulgado pela Gazeta do Povo, a decisão da Justiça Eleitoral não se limita apenas ao congelamento de contas correntes e salariais.
Sequestro de bens para garantir pagamento de dívidas eleitorais
A Justiça Eleitoral autorizou o sequestro de bens de Ana Cristina Valle como forma de garantir o pagamento do valor devido. Inicialmente, o débito era de R$ 135 mil, mas com a incidência de correções monetárias e honorários advocatícios, o montante alcançou os quase R$ 230 mil.
Ana Cristina Valle ainda possui o direito de recorrer das medidas de execução impostas. No entanto, a sentença que resultou na rejeição de suas contas de campanha já transitou em julgado, o que significa que não pode mais ser alterada ou revista.
Investigações anteriores e ligação com a família Bolsonaro
Ana Cristina Valle, que é a segunda ex-mulher de Jair Bolsonaro, já esteve sob investigação do Ministério Público do Rio de Janeiro. A apuração suspeitava de seu envolvimento como uma possível funcionária fantasma na Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro.
Na época, as investigações indicavam que ela poderia ter sido alocada no gabinete do vereador Carlos Bolsonaro, filho do ex-presidente, sem que houvesse a comprovação de suas atividades laborais efetivas.