Novo pede a Mendonça afastamento de Andrei Rodrigues, diretor da PF, por suspeitas de interferência no caso Master

Novo pede a Mendonça afastamento de Andrei Rodrigues, diretor da PF, por suspeitas de interferência no caso Master

Resumo

Novo acusa diretor da PF de possível interferência e pede afastamento em meio a crise no STF

O partido Novo protocolou, nesta quarta-feira (2), uma petição no Supremo Tribunal Federal (STF) solicitando o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues. A medida é motivada por trechos de mensagens trocadas entre o banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes, que vieram à tona após a derrubada do sigilo do processo na terça-feira (1º).

A legenda argumenta que há um **risco de interferência nas investigações do caso Master**, embora reconheça a ausência de comprovação de proteção a Vorcaro ou ao Banco Master. O partido considera que a mera possibilidade já justifica o afastamento e solicita a abertura de um inquérito para apurar os fatos.

As revelações sobre a proximidade entre Vorcaro e Moraes desencadearam uma **grave crise no STF**, com repercussão internacional. O jornal espanhol El País classificou o episódio como uma “bomba atômica”, enquanto o argentino La Nación o descreveu como um “terremoto político”. Conforme informação divulgada pelo Supremo, o presidente da Corte, Edson Fachin, comprometeu-se a analisar o caso e tomar as medidas cabíveis.

Mensagens levantam suspeitas sobre Andrei Rodrigues

O cerne da petição do Novo reside em uma mensagem datada de 30 de outubro de 2025, onde Daniel Vorcaro questiona Alexandre de Moraes sobre sua estadia em Madrid. Três minutos depois, o banqueiro expressa o desejo de encontrar o ministro em sua residência no Brasil na semana seguinte, detalhando preocupações com a situação econômica do Banco Master.

Vorcaro menciona que estaria recebendo informações de integrantes do Banco Central (BC) sobre pressões da PF e do Ministério Público Federal (MPF) para agir contra a instituição. É nesse contexto que surgem as referências a Andrei Rodrigues e ao procurador-geral da República, Paulo Gonet.

“É importante reforçar com Andrei e Paulo para não deixar ninguém de baixo fazer uma sacanagem, que aí vai tudo pro saco. Estou disponível para tratar e explicar qualquer coisa, só não pode ter sacanagem. Vou mandar os nomes que têm ido ao Bacen alegando que farão algo em breve”, escreveu Vorcaro, evidenciando a busca por garantias.

Pedido de afastamento e investigações futuras

O partido Novo argumenta que a existência de indícios de possível participação da autoridade máxima da Polícia Federal em fatos investigados pela própria instituição é suficiente para configurar o risco à condução independente das apurações. A legenda busca esclarecer se houve contatos diretos ou indiretos entre o banqueiro e Andrei Rodrigues para tratar das investigações ou de vazamentos de informações.

Adicionalmente, o Novo solicita a análise do organograma da PF para identificar eventuais alterações que possam ter sido motivadas por influência de Vorcaro. A Polícia Federal foi contatada pela reportagem, e o espaço permanece aberto para manifestação.

Crise no STF e a repercussão das mensagens

A revelação da troca de mensagens entre Vorcaro e Moraes intensificou uma das maiores crises da história do Supremo Tribunal Federal. O ministro Edson Fachin, em nota oficial, afirmou que “os indícios reclamam o devido encaminhamento institucional”, mencionando “sérios elementos de fatos” que demandam atenção, sem citar diretamente os envolvidos.

Fachin ressaltou que a “elevada autoridade do cargo não confere privilégios, mas impõe deveres, limites e responsabilidades”, que devem ser observados com respeito à Constituição e às leis. Na primeira sessão do STF após a queda do sigilo, os ministros não comentaram publicamente o episódio, focando nos julgamentos pautados.

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