Entidades Paranaenses Cobram Transparência e Rigor em Apuração do Caso Banco Master Envolvendo Autoridades do STF e PGR
Entidades da sociedade civil e do setor produtivo do Paraná se manifestaram publicamente nesta quinta-feira (3) exigindo uma apuração rigorosa dos fatos relacionados ao Banco Master que envolvem o Supremo Tribunal Federal (STF) e a Procuradoria-Geral da República (PGR). A posição surge após a divulgação de um relatório da Polícia Federal (PF), tornado público por ordem do ministro André Mendonça, que contém mensagens do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, para o contato identificado como “Alexandre de Moraes”.
O Instituto Democracia e Liberdade (IDL), a Associação Comercial do Paraná (ACP) e o Movimento Pró-Paraná foram as principais vozes a clamar por transparência. Em um manifesto, o IDL classificou o episódio como “a maior fraude financeira da história brasileira”, alertando para um grave teste de credibilidade das instituições do país. Para a entidade, o envolvimento citado de autoridades dos Três Poderes prejudica a imagem do Judiciário e demanda explicações imediatas e convincentes.
O documento do IDL ressalta que a moralidade e o respeito à Constituição são valores inegociáveis. O instituto afirma que não admite imoralidade e mentira, especialmente de homens públicos que tomam decisões cruciais para a população. As entidades empresariais defenderam o afastamento imediato do ministro Alexandre de Moraes e a declaração de suspeição do procurador-geral da República, Paulo Gonet.
Apoio a Fachin e Alerta Econômico
A ACP e o Movimento Pró-Paraná, por meio de seus conselhos, enviaram uma nota pública ao presidente do STF, ministro Edson Fachin, expressando solidariedade e apoio à sua condução técnica. As entidades enfatizaram a necessidade de que a serenidade institucional seja acompanhada de celeridade e firmeza na resolução do caso Banco Master.
Em suas demandas, as entidades empresariais solicitaram o afastamento imediato do ministro Alexandre de Moraes. Além disso, pediram que o procurador-geral da República, Paulo Gonet, seja declarado suspeito para atuar nos inquéritos relacionados ao Banco Master. Gonet é mencionado em diálogos como alguém que deveria intervir para impedir ações contra a instituição.
As organizações paranaenses alertaram que a instabilidade gerada no Poder Judiciário transcende o meio jurídico, afetando diretamente o ambiente de negócios e o crescimento econômico do Brasil. A nota conjunta destaca que a instabilidade do Judiciário reverbera em toda a sociedade, especialmente na economia, e que são urgentes medidas firmes para estabilizar as relações institucionais.
OAB-PR Também Pede Afastamento e Suspeição
A seccional do Paraná da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-PR) também se manifestou, anunciando o envio de uma nota ao presidente do STF, Edson Fachin, defendendo o afastamento do ministro Alexandre de Moraes. O Conselho Pleno da OAB-PR aprovou por unanimidade a solicitação.
No documento, a OAB-PR defende ainda que o procurador-geral da República, Paulo Gonet, seja considerado suspeito para atuar nos inquéritos sobre o caso Banco Master. A entidade considera que os fatos noticiados são de tal gravidade que a permanência de ambos em suas funções, enquanto a apuração ocorre, compromete a credibilidade do próprio procedimento investigatório.
Fachin Promete Análise e Medidas
Em resposta às manifestações, o presidente do STF, Edson Fachin, comprometeu-se a analisar o caso do Banco Master e anunciar as medidas cabíveis “no tempo devido e sem precipitação”. Sem mencionar diretamente Moraes ou Mendonça, Fachin afirmou que os “indícios reclamam o devido encaminhamento institucional”, distinguindo “de um lado” circunstâncias ligadas à “atuação processual” e, “de outro”, “sérios elementos de fato”.
A Tribuna do Paraná buscou contato com o gabinete do ministro Alexandre de Moraes, com a assessoria de imprensa do Supremo e com a Procuradoria-Geral da República para obter manifestações sobre o caso Banco Master. O espaço permanece aberto para quaisquer declarações adicionais sobre o escândalo financeiro.