OAB pede clareza e agilidade ao STF para restaurar a confiança nas instituições
Em um pronunciamento feito no dia 7 de Setembro, o Presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, Beto Simonetti, dirigiu um apelo direto ao Supremo Tribunal Federal, solicitando “respostas rápidas e claras”. A declaração surge em um contexto de crise de legitimidade que tem afetado a corte, e Simonetti enfatizou a necessidade urgente de o país reconquistar a fé em suas instituições.
“O Brasil vive um momento que exige serenidade, transparência e respostas. Por isso, precisamos de respostas rápidas e claras do Supremo Tribunal Federal. Não para enfraquecê-lo, mas justamente para preservá-lo”, declarou Simonetti em vídeo divulgado. Ele ressaltou que a credibilidade das instituições é fundamental para a estabilidade democrática.
Sem entrar em detalhes sobre as recentes polêmicas envolvendo o ministro Alexandre de Moraes, Simonetti destacou que a confiança do povo brasileiro nas instituições depende intrinsecamente da “isenção” com que estas operam. A mensagem, divulgada em data simbólica, reforça a importância da independência e da imparcialidade.
Independência contra o medo e a desconfiança
Na sua mensagem, o presidente da OAB sublinhou que a independência a ser reafirmada neste 7 de Setembro é também “a independência do medo, da dúvida e da desconfiança”. Ele argumentou que o Brasil necessita reconquistar a confiança em suas instituições, e que essa confiança não pode ser imposta, mas sim conquistada através de “verdade, transparência, coragem e, sobretudo, isenção”.
Credibilidade das instituições em foco
O tema central da fala de Simonetti foi a credibilidade das instituições. Ele afirmou que “nenhuma instituição pode abrir mão da admiração e da confiança da sociedade”. Quando essa confiança é abalada, segundo ele, é dever de todos trabalhar para restabelecê-la, demonstrando o papel ativo que a OAB busca exercer nesse processo.
Posicionamento da OAB e demandas das seccionais
Até o momento, o Conselho Federal da OAB não adotou uma posição mais incisiva sobre as acusações que circulam em torno de um dos ministros do STF, tendo apenas solicitado que o caso fosse investigado a fundo. No entanto, algumas seccionais da entidade, como as do Paraná e de Rondônia, demonstraram uma postura mais firme, chegando a pedir o afastamento do ministro em questão, evidenciando diferentes graus de urgência e demanda por respostas dentro da própria Ordem.