Paraná Pesquisas revela cenário eleitoral para o Senado em Santa Catarina, com destaque para Caroline De Toni na liderança e disputa acirrada pela segunda vaga.
O Instituto Paraná Pesquisas divulgou nesta quarta-feira (23) os resultados de sua mais recente pesquisa de intenções de voto para o Senado em Santa Catarina, projetando as eleições de 2026. Os dados mostram **Caroline De Toni (PL)** na dianteira, enquanto **Carlos Bolsonaro (PL)** e **Esperidião Amin (PP)** aparecem tecnicamente empatados, disputando a segunda cadeira em jogo neste pleito, onde os eleitores escolherão dois senadores.
Um dado relevante da pesquisa, que demonstra a imprevisibilidade da disputa, é o alto índice de eleitores que ainda não definiram seus votos. Segundo o levantamento, **52,2% dos entrevistados declararam não ter escolhido ainda seus dois candidatos para o Senado**.
A votação para a escolha dos novos senadores está marcada para o dia 4 de outubro, a menos de 11 dias. A pesquisa, realizada entre 20 e 22 de setembro de 2026, ouviu 1.384 eleitores em Santa Catarina, com margem de erro de 2 pontos percentuais e nível de confiança de 95%. O levantamento foi encomendado por Sedek Serviços, Tecnologia & Informação Ltda. e está registrado no TSE sob o número SC-00523/2026.
Cenário Espontâneo: De Toni na Frente, Carlos e Amin próximos
No cenário espontâneo, onde os eleitores são convidados a citar livremente seus candidatos, **Caroline De Toni (PL)** aparece com a maior preferência, somando 17,9% das menções. Em seguida, **Esperidião Amin (PP)** registra 14,4%, e **Carlos Bolsonaro (PL)** surge com 13,3%. Esses dois últimos nomes estão dentro da margem de erro, indicando uma disputa acirrada pela segunda posição.
Outros candidatos mencionados no cenário espontâneo incluem Dércio Lima (PT) com 5,1%, Afrânio Boppré (PSOL) com 2,3%, Lunelli (MDB) com 2%, Carol Sant Anna (PCO) com 1,1%, Ana Lúcia da Silveira Machado (UP) com 0,3%, Tulio de Amorin (Missão) com 0,2%, e Jeferson Rocha (PRD) com 0,1%. Há ainda 0,6% de menções a outros nomes, 5,6% de votos em branco ou nulo, e os já citados 52,2% que não sabem ou não opinaram.
Cenário Estimulado: Liderança Clara de De Toni e Corrida pela Segunda Vaga
Já no cenário estimulado, onde aos entrevistados são apresentados os nomes dos candidatos, **Caroline De Toni (PL)** consolida sua liderança, alcançando 42,3% das intenções de voto. **Carlos Bolsonaro (PL)** aparece em seguida com 36%, seguido de perto por **Esperidião Amin (PP)**, com 34,2%.
A diferença entre Carlos Bolsonaro e Esperidião Amin é de apenas 1,8 ponto percentual, o que os mantém em uma disputa acirrada pela segunda vaga no Senado. Dércio Lima (PT) figura com 15,6%, Lunelli (MDB) com 7,2%, e Afrânio Boppré (PSOL) com 6,6%.
A Imprevisibilidade da Votação para Senador
A alta porcentagem de eleitores indecisos, 52,2% no cenário espontâneo, ressalta a incerteza que ainda paira sobre a eleição para o Senado em Santa Catarina. Este fator pode ser decisivo para o resultado final, especialmente considerando a proximidade entre os candidatos na disputa pela segunda cadeira.
A pesquisa do Paraná Pesquisas oferece um panorama importante para as campanhas eleitorais, evidenciando a necessidade de mobilização e convencimento do eleitorado nos próximos dias. A definição dos votos de mais da metade do eleitorado pode alterar significativamente o quadro atual.
Metodologia e Importância das Pesquisas Eleitorais
O levantamento do Paraná Pesquisas utilizou uma amostra de 1.384 entrevistados entre 20 e 22 de setembro de 2026. O nível de confiança é de 95%, com margem de erro de 2 pontos percentuais. A pesquisa está devidamente registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número SC-00523/2026.
É fundamental ressaltar que pesquisas eleitorais refletem um retrato momentâneo do eleitorado e não constituem uma previsão exata do resultado das urnas. Fatores como a metodologia aplicada, a formulação das perguntas e o período de coleta de dados podem influenciar os resultados. A Gazeta do Povo, por exemplo, publica pesquisas de intenção de voto de diversos institutos como ferramenta informativa, que podem influenciar decisões políticas e partidárias, mas que devem ser analisadas com cautela pelo eleitor.