Prefeito de Nova York volta a classificar Benjamin Netanyahu como criminoso de guerra e pede sua prisão.
O prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, filiado à ala socialista do Partido Democrata, reiterou nesta segunda-feira (21) que considera o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, um criminoso de guerra. Mamdani também reforçou seu apelo para que o governo do então presidente Donald Trump prenda o premiê israelense.
A declaração surge em meio à iminente visita de Netanyahu a Nova York, onde participará da Assembleia Geral da ONU na próxima quinta-feira (24). Mamdani já havia cogitado a possibilidade de ordenar a prisão de Netanyahu em julho, quando a visita era prevista.
Contudo, o prefeito nova-iorquino esclareceu posteriormente que não possuía autoridade legal para tal ação e direcionou o pedido ao governo federal, solicitando o cumprimento do mandado de prisão expedido pelo Tribunal Penal Internacional (TPI). A gestão Trump, no entanto, descartou essa possibilidade e iniciou uma campanha para desmantelar o TPI. As informações são da emissora CNN.
Mamdani mantém postura firme contra Netanyahu
Em entrevista à CNN, Mamdani afirmou: “Quanto a Benjamin Netanyahu, descrevi-o como acredito que ele seja: um criminoso de guerra e o arquiteto de um genocídio horrível contra o povo palestino”. Ele enfatizou a necessidade de ação.
O prefeito de Nova York reiterou seu pedido, declarando: “Tenho sido honesto com os nova-iorquinos ao dizer que a cidade de Nova York não tem autoridade para cumprir o mandado do TPI […], que é algo que deve ser cumprido”. A declaração reforça a pressão sobre as autoridades americanas.
Mandado do TPI e a negação de jurisdição
Benjamin Netanyahu enfrenta um mandado de prisão emitido pelo Tribunal Penal Internacional (TPI) por supostos crimes de guerra e contra a humanidade durante o conflito em Gaza. É importante notar que Israel e os Estados Unidos **não reconhecem a jurisdição do TPI**, o que complica a execução do mandado.
Reação política em Israel
Em resposta às declarações e à postura de Mamdani, o partido Likud, de Benjamin Netanyahu, incluiu o prefeito de Nova York em uma propaganda política. A imagem de Mamdani foi associada a figuras consideradas inimigas de Israel, como o líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, o presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, e o secretário-geral do Hezbollah, Naim Qassem.
A propaganda veiculada em outdoors trazia a mensagem: “Eles querem que Netanyahu perca, não deixe que eles vençam”, evidenciando a polarização política em torno da figura do primeiro-ministro israelense e das críticas internacionais.