Caiado teme crise no STF impactar eleições de 2026 e pede sigilo de investigações

Caiado teme crise no STF impactar eleições de 2026 e pede sigilo de investigações

Resumo

Caiado alerta para riscos da crise no STF nas eleições de 2026 e exige investigação transparente

O candidato à Presidência Ronaldo Caiado (PSD) expressou preocupação nesta quinta-feira (17) quanto ao potencial impacto da crise no Supremo Tribunal Federal (STF) nas eleições de 2026. Segundo ele, a instabilidade, agravada pelos desdobramentos do caso Banco Master, pode influenciar a decisão dos eleitores.

Em entrevista ao Jornal da Record, Caiado defendeu a urgência na abertura dos inquéritos relacionados ao caso Master e às fraudes no INSS antes do primeiro turno das eleições, marcado para 4 de outubro. Ele argumenta que o eleitor tem o direito de conhecer o envolvimento de candidatos em investigações.

“Você não pode trair a democracia. Se você não informa o que os candidatos têm de envolvimento, o eleitor vota e depois não pode recolher o voto. Isso é uma traição ao eleitor”, declarou Caiado, ressaltando a importância da informação para a integridade democrática, conforme divulgado pelo próprio veículo de comunicação.

Caiado pede abertura de investigações e critica STF

O candidato informou ter encaminhado um pedido ao presidente do STF, ministro Edson Fachin, solicitando a retirada do sigilo das investigações sobre o caso Banco Master e as fraudes no INSS. “Já fiz um requerimento, já encaminhei ao presidente Fachin, pedindo que [os casos] INSS e Vorcaro fossem abertos, isso com a minha prerrogativa de pré-candidato”, afirmou.

Caiado também defendeu a continuidade da análise sobre o suposto envolvimento do ministro Alexandre de Moraes nas investigações relacionadas ao Banco Master. O julgamento que avaliava o relatório da Polícia Federal e um pedido de investigação contra Moraes foi interrompido na terça-feira (15). O candidato comentou que, se o ministro Fachin quisesse, teria rejeitado a questão de ordem e levado a matéria para votação.

Autonomia dos governadores na segurança pública é defendida

No âmbito da segurança pública, Ronaldo Caiado defendeu uma maior autonomia para os governadores na formulação de estratégias de combate à criminalidade em seus estados. Ele acredita que o governo federal deve concentrar seus esforços em crimes de competência da União.

“A autonomia dos estados foi uma peça que nós alteramos para que prevalecesse a Constituinte de 1988. Os estados têm as diretrizes gerais. O que nós mudamos é que o presidente da República vai atuar nos crimes federais”, explicou. Caiado propôs ainda a criação de um Ministério da Segurança Pública integrado a órgãos como o Coaf, a Receita Federal, a CVM e a inteligência da Polícia Federal, batizando a estrutura de “Sentinela”.

Contrato com ONG ligada ao PCC e crítica à escala 6×1

Respondendo a questionamentos sobre um contrato de R$ 141 milhões do governo de Goiás com uma ONG cujo presidente é suspeito de lavagem de dinheiro e associação ao PCC, Caiado alegou falta de acesso a informações financeiras que pudessem antecipar irregularidades. Ele ressaltou que os contratos vigentes possuem autorização legal.

O candidato também criticou a proposta de acabar com a escala de trabalho 6 por 1, classificando-a como populista e distante das preferências dos trabalhadores mais jovens. “Como é que você vai treinar essas pessoas para suplantar áreas de demanda mais especializadas? Como? Então você vê que é um processo extremamente populista. E o que o jovem hoje demanda? O jovem não quer ser CLT. O jovem hoje quer essa liberdade de trabalhar em casa, quer essa liberdade de trabalhar quatro horas num dia, ou dez horas no outro, ou cinco horas no outro”, argumentou.

Caiado defendeu jornadas mais flexíveis, permitindo que empresas e trabalhadores adaptem horários às necessidades de cada atividade, associando essa flexibilidade à qualificação profissional e ao aumento da produtividade.

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