Corrida pela Presidência do Senado 2027 Começa Agora: Alcolumbre, Marinho e Lira na Disputa Antecipada

Corrida pela Presidência do Senado 2027 Começa Agora: Alcolumbre, Marinho e Lira na Disputa Antecipada

Resumo

A disputa pela Presidência do Senado em 2027 já começou, com senadores de olho no comando da Casa mesmo antes da eleição de 2026.

A corrida pela Presidência do Senado para o biênio 2027-2029 está a todo vapor, com nomes fortes já se articulando para garantir apoio. Davi Alcolumbre (União-AP), Rogério Marinho (PL-RN), Tereza Cristina (PP-MS), Renan Calheiros (MDB-AL) e Arthur Lira (PP-AL) despontam como os principais interessados nesta antecipada disputa.

Enquanto alguns já contam com mandatos garantidos até 2031, outros dependem das urnas de outubro para sequer entrar na briga. A definição do futuro comando do Senado terá implicações diretas na agenda legislativa, na relação com o Executivo e em possíveis tensões institucionais.

A importância da posição é tamanha que o presidente do Senado, inclusive, detém o poder de pautar o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Conforme informação divulgada em reportagem, a eleição na Casa da Federação, que ocorrerá na abertura dos trabalhos de 2027, passará por decisivos eventos prévios que moldarão os rumos políticos do país.

Alcolumbre busca a reeleição com trunfos e desafios

Davi Alcolumbre joga com vantagens significativas, como o acesso à máquina administrativa, uma vasta rede de relações parlamentares e conexões com outros poderes. Eleito senador em 2022, seu atual mandato na Presidência do Congresso, iniciado em fevereiro de 2025, termina em 1º de fevereiro de 2027, abrindo caminho regimental para uma nova tentativa de permanência.

No entanto, o cenário para 2027 será distinto de 2025, quando obteve expressivos 73 votos. Caso a projeção de uma expansão conservadora se confirme, Alcolumbre precisará construir acordos com a esquerda e o Centrão, além de oferecer benefícios aos novos senadores eleitos.

Recentemente, Alcolumbre demonstrou capacidade de controle da agenda e de confronto com o Planalto, exemplificado pela rejeição de Jorge Messias ao STF, a primeira derrota de uma indicação à Corte desde 1894. Contudo, o escândalo envolvendo o Banco Master representa um risco considerável para sua estratégia, com investigações da Polícia Federal atingindo um dirigente indicado pelo senador.

Rogério Marinho: a aposta da direita para a Presidência do Senado

Rogério Marinho se apresenta como uma alternativa associada à direita. Eleito em 2022 e com mandato garantido até 2031, Marinho, que foi líder da oposição e coordenador da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro, deixou a disputa pelo governo potiguar para focar na estratégia nacional do PL.

Marinho já concorreu à Presidência do Senado em 2023, mas foi derrotado por Rodrigo Pacheco. Agora, ele vislumbra um cenário mais favorável, impulsionado pela expectativa de eleição de senadores alinhados ao PL e à centro-direita. Uma vitória de Flávio Bolsonaro em 2026 fortaleceria suas negociações em fevereiro de 2027.

A direita vê a eleição de senadores como um plebiscito sobre os atos do STF, buscando reequilibrar os poderes da República. O movimento ficou explícito com o anúncio e a reunião de Flávio Bolsonaro com seus 47 candidatos ao Senado, que defenderam uma Casa mais alinhada à Constituição e ao compromisso com a destituição de magistrados, como Alexandre de Moraes.

Tereza Cristina e a dupla alagoana: outros nomes na disputa

A senadora Tereza Cristina também figura entre os pré-candidatos ao comando do Senado. Fora das urnas em 2024, ela foi a primeira a manifestar publicamente seu interesse, inclusive sendo cotada para vice de Flávio Bolsonaro. Ex-ministra da Agricultura, ela transita bem no agronegócio e sua eleição representaria a primeira chefia feminina da Casa, agregando valor simbólico à disputa.

Renan Calheiros, com vasta experiência e quatro mandatos como presidente do Senado, busca reeleição e seu protagonismo, apoiado por suas relações com a esquerda e influência histórica no MDB. Arthur Lira, por sua vez, precisa ser eleito senador para confrontar Calheiros, seu rival em Alagoas, e levar para a Casa vizinha sua rede de articulação política.

O novo Senado e o reequilíbrio de poderes

A renovação de dois terços da Casa, 54 das 81 cadeiras, em outubro de 2026, somada aos 27 senadores com mandato até 2031, pode alterar radicalmente a correlação de forças. A disputa antecipada pela Presidência do Senado tem, portanto, uma crucial dimensão institucional, com potencial para redefinir o equilíbrio entre os Três Poderes da República.

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