Ex-chefe de gabinete de Lula, Marcola, teria recebido minuta de contrato para venda de canabidiol no governo, diz reportagem

Ex-chefe de gabinete de Lula, Marcola, teria recebido minuta de contrato para venda de canabidiol no governo, diz reportagem

Resumo

Ex-chefe de gabinete de Lula é alvo de nova suspeita em investigação sobre venda de canabidiol no governo

O antigo chefe de gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, está no centro de uma nova polêmica. Segundo informações divulgadas pelo jornal O Globo e confirmadas por outras emissoras, Marcola teria recebido, enquanto ocupava o cargo, a minuta de um contrato com um modelo específico para formalizar a venda de medicamentos à base de canabidiol no Ministério da Saúde.

As mensagens, obtidas pela Polícia Federal (PF) a partir do celular da lobista Roberta Luchsinger, amiga do filho do presidente Lula, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, indicariam um acordo para negociar remédios à base de canabidiol para o Sistema Único de Saúde (SUS) sem a necessidade de licitação.

Este é mais um capítulo nas investigações que envolvem pessoas próximas ao círculo presidencial, levantando questionamentos sobre a influência e os trâmites em negociações dentro da administração federal. As informações foram divulgadas e confirmadas por veículos como a CNN e a TV Bandeirantes.

Interlocutores confirmam recebimento, mas negam uso do documento

Interlocutores de Marcola, citados pela reportagem do jornal O Globo, confirmaram que o ex-chefe de gabinete teria, de fato, recebido o documento. No entanto, essas mesmas fontes afirmam que ele não repassou o contrato para ninguém e nem chegou a fazer uso do material. Segundo os interlocutores, Marcola teria considerado o envio do documento como algo “inadequado”, indicando uma possível rejeição à proposta.

Esta não é a primeira vez que Marcola se vê envolvido em suspeitas. Anteriormente, ele já havia confirmado ter recebido um empréstimo de Roberta Luchsinger, e também surgiram indícios sobre a possibilidade de ele ter recebido joias, o que adiciona mais camadas à investigação.

Lobista e Lulinha: Conexões sob escrutínio da PF

As mensagens extraídas do celular de Roberta Luchsinger também revelam que seus contatos com Lulinha iam além de uma simples relação pessoal. A Polícia Federal considera que o filho do presidente pode ter atuado na orientação de reuniões voltadas para supostas ações de lobby em diversos níveis do governo de seu pai.

O conteúdo dessas comunicações está sendo analisado como um possível indício de que Lulinha teria participado de articulações que envolveriam interesses empresariais e contatos dentro da estrutura da administração federal. Essa linha de investigação é parte de um conjunto de apurações que têm Lulinha como alvo no Supremo Tribunal Federal (STF).

Investigações em andamento e defesa se manifesta

A investigação sobre a minuta do contrato de canabidiol e as conexões de Lulinha faz parte de um dos três inquéritos que o filho do presidente responde no STF. Dois desses inquéritos estão sob a relatoria do ministro André Mendonça, enquanto um terceiro, que apura possíveis vazamentos ilegais de investigações sigilosas, está com o ministro Flávio Dino.

A defesa de Lulinha tem classificado as suspeitas como uma tentativa de “instrumentalização das instituições” em favor de interesses políticos, especialmente no período que antecede as eleições. O advogado de Roberta Luchsinger, em outras oportunidades, declarou que só se pronunciará nos autos do processo, e a reportagem não obteve sucesso em contato com a defesa de Marcola até o momento.

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