Senador Carlos Viana (PSD-MG) exige medidas drásticas contra figuras chave do Judiciário e do Legislativo em meio a escalada de tensões institucionais.
O senador Carlos Viana, do PSD de Minas Gerais, protocolou nesta terça-feira (8) uma série de pedidos que agitam o cenário político nacional. Em uma ação que visa aprofundar a crise institucional, Viana solicitou formalmente o impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Além disso, o parlamentar pediu a prisão preventiva do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e o afastamento de Davi Alcolumbre (União-AP) da Presidência do Senado. As solicitações ocorrem em um momento de intensa disputa e questionamentos sobre as ações de membros do Judiciário e órgãos de investigação.
As medidas apresentadas pelo senador Carlos Viana, conforme informação divulgada, refletem um descontentamento crescente com a condução de investigações e decisões judiciais que têm impactado diretamente as instituições. Acompanhe os detalhes dessa movimentação política que pode redefinir o equilíbrio de poderes no país.
Pedido de Prisão e Investigação sobre Relatórios da PF
O senador Carlos Viana iniciou sua ofensiva com o pedido de prisão preventiva contra Andrei Rodrigues, diretor-geral da Polícia Federal. Essa solicitação foi motivada pela decisão do ministro André Mendonça, também do STF, que havia afastado Rodrigues e o diretor de Inteligência Policial, Leandro Almada. Viana busca, com isso, apurar a responsabilidade na produção de relatórios de inteligência que teriam sido utilizados nas ações de Mendonça.
O parlamentar quer identificar com precisão quem determinou a elaboração desses documentos, quem participou do processo e quem os recebeu. A investigação sobre a origem e o uso desses relatórios é um ponto central na argumentação de Viana para justificar a prisão de Rodrigues, buscando transparência e responsabilização nos procedimentos internos da PF.
Afastamento de Davi Alcolumbre da Presidência do Senado
Em paralelo, Carlos Viana reiterou seu pedido de afastamento de Davi Alcolumbre da Presidência do Senado. Em publicações nas redes sociais, Viana criticou a demora na abertura da sessão legislativa, descrevendo o cenário como o Congresso vazio em meio a uma grave crise institucional. “Alcolumbre: afaste-se”, escreveu o senador, adicionando que “Quem não faz o Senado funcionar não pode escondê-lo”.
Essa não é a primeira vez que Viana direciona suas críticas a Alcolumbre. O senador já havia protocolado uma representação contra o presidente do Senado no Conselho de Ética, solicitando seu afastamento cautelar. A cobrança se intensificou após Viana pressionar pela análise de pedidos de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes.
Impeachment de Alexandre de Moraes e a Crise com o Empresário Daniel Vorcaro
O pedido de impeachment contra Alexandre de Moraes, apresentado por Viana em 1º de setembro, continua sendo um foco de tensão. O senador defende que o Senado analise a representação, especialmente em meio à crise que envolve Moraes, o ministro André Mendonça, a Polícia Federal e o empresário Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master. Mensagens trocadas entre Vorcaro e Moraes tornaram-se públicas e alimentaram novas medidas e questionamentos no STF e no Congresso.
A polêmica ganhou contornos mais complexos após o ministro André Mendonça afastar Rodrigues e Almada, da PF, com base em relatórios de inteligência sobre sua atuação. Mendonça também determinou a abertura de procedimentos para investigar a produção e o uso desses documentos. A Segunda Turma do STF formou maioria para manter o afastamento, com votos de Gilmar Mendes, Luiz Fux e Kassio Nunes Marques, embora o julgamento ainda esteja suspenso e a liminar de Mendonça permaneça em vigor. A Advocacia-Geral da União (AGU) recorreu da decisão, argumentando que a nomeação e demissão do diretor-geral da PF são prerrogativas do presidente da República.