Michelle Bolsonaro passará por exames e pode ser internada, defesa de Bolsonaro pede exceção a Moraes para cuidadora

Michelle Bolsonaro passará por exames e pode ser internada, defesa de Bolsonaro pede exceção a Moraes para cuidadora

Resumo

Defesa de Jair Bolsonaro pede a Alexandre de Moraes autorização para meia-irmã de Michelle Bolsonaro atuar como cuidadora do ex-presidente.

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro passará por exames neste sábado, 1º de julho, e há a possibilidade de ela precisar ser internada. A informação foi revelada em um pedido feito pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.

O objetivo da defesa é que Moraes abra uma exceção para permitir a entrada de Geovanna Kathleen Ferreira Lima, meia-irmã de Michelle, para que ela possa auxiliar nos cuidados com o ex-presidente e a filha do casal, Laura.

Segundo o documento, Michelle Bolsonaro tem sofrido com recorrentes crises de enxaqueca, o que motivou a solicitação. A defesa alega a necessidade de uma cuidadora em meio às restrições de visitas impostas a Bolsonaro. O pedido, no entanto, levanta questionamentos sobre a formação de Geovanna para tal função, conforme aponta a reportagem.

Restrições de visitas e o pedido de exceção

Alexandre de Moraes já suspendeu o direito a visitas de Jair Bolsonaro por um mês e, em outra decisão, proibiu visitas por 90 dias, que incluiu seu filho e advogado, o senador Flávio Bolsonaro. Essas medidas foram tomadas após a divulgação de uma carta em que o ex-presidente reafirmava a escolha de Bolsonaro para substituí-lo em uma eleição.

A defesa de Bolsonaro argumenta que a presença de Geovanna seria crucial para o apoio e cuidado do ex-presidente, especialmente considerando o estado de saúde de Michelle e as restrições impostas pelo STF. A situação se assemelha a um pedido anterior negado por Moraes.

Precedente: Irmão de Michelle já foi barrado

Em uma ocasião semelhante, outro irmão de Michelle Bolsonaro teve o pedido de inclusão negado pelo ministro Alexandre de Moraes. Na época, a defesa alegou a necessidade de auxílio nos cuidados com o ex-presidente e pediu a autorização para Carlos Eduardo Antunes Torres. Moraes, contudo, questionou a formação do indivíduo.

O ministro entendeu que não havia justificativa para a exceção, pois a própria defesa admitiu que Carlos Eduardo não era profissional da área da saúde e que sua presença não seria para cuidados médicos diretos, mas sim para auxílio em tarefas domésticas e familiares. Moraes ressaltou que o ex-presidente já contava com funcionários da residência e seguranças fornecidos pelo Estado.

Formação de Geovanna e o argumento da defesa

Geovanna Kathleen Ferreira Lima é formada em Arquitetura e Urbanismo e já atuou como assessora da senadora Damares Alves. No pedido apresentado à Justiça, não há menção detalhada sobre sua formação específica para atuar como cuidadora. A defesa espera que desta vez a solicitação seja aceita, dada a urgência e as circunstâncias.

A expectativa agora é pela decisão de Alexandre de Moraes sobre a permissão para que Geovanna atue como cuidadora, em um cenário onde o ex-presidente enfrenta restrições de visitas e a ex-primeira-dama se prepara para exames médicos que podem levar à sua internação.

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