Pablo Marçal: R$ 7,4 Bilhões Declarados ao TSE é "Erro de Digitação", Diz Candidato Presidencial

Pablo Marçal: R$ 7,4 Bilhões Declarados ao TSE é “Erro de Digitação”, Diz Candidato Presidencial

Resumo

Pablo Marçal atribui valor bilionário declarado ao TSE a “erro de digitação” e busca correção

O empresário e pré-candidato à Presidência da República, Pablo Marçal (PRTB), gerou surpresa ao declarar um patrimônio de R$ 7,4 bilhões ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). No entanto, Marçal rapidamente se pronunciou, afirmando que o valor divulgado é fruto de um erro de digitação em sua equipe, que já solicitou a retificação das informações junto à Justiça Eleitoral. Ele não especificou qual seria o valor correto de seus bens.

A declaração de bens foi formalizada no último dia do prazo para registro de candidaturas, no sábado (15). O pedido de candidatura de Marçal ainda será analisado pelo TSE, que precisa avaliar sua elegibilidade, uma vez que ele enfrenta condenações na Justiça Eleitoral que o tornam inelegível por oito anos, até 2032. Essas condenações estão ligadas a fatos ocorridos durante a campanha para a prefeitura de São Paulo em 2024.

Caso o valor declarado de R$ 7,4 bilhões fosse confirmado, Pablo Marçal se tornaria o candidato mais rico das eleições de 2026. Para comparação, em sua declaração de 2024, o empresário informou um patrimônio de R$ 169,5 milhões. A informação sobre o montante bilionário foi divulgada pelo TSE e repercutida em diversos veículos de comunicação. Conforme a declaração apresentada ao TSE, o patrimônio de R$ 7,4 bilhões é composto majoritariamente por renda fixa e poupança, totalizando R$ 6.796.889.960. Terrenos e imóveis somam R$ 490.964.726.

Marçal sugere importação de dados do Imposto de Renda para evitar erros

Em entrevista ao canal Brasil Paralelo no YouTube, Pablo Marçal expressou sua surpresa com o valor divulgado e reforçou a tese do erro de digitação. Ele comparou a repercussão de sua declaração com a de outra candidata, cujos bens foram declarados em R$ 2 bilhões, com um veículo de R$ 35 milhões, e que, segundo ele, não gerou a mesma surpresa. Marçal sugeriu que até mesmo uma inteligência artificial poderia identificar a discrepância entre suas declarações.

O empresário também defendeu uma mudança no sistema de registro de candidaturas do TSE. Ele propôs que a Justiça Eleitoral permita a importação direta dos dados da declaração do Imposto de Renda, o que, em sua visão, reduziria significativamente a ocorrência de erros de digitação e inconsistências nas informações prestadas pelos candidatos.

Composição do patrimônio declarado e desafios à candidatura

A declaração de bens registrada no sistema eleitoral detalha que R$ 6.796.889.960 estão alocados em renda fixa e poupança. Além disso, foram informados R$ 490.964.726 em terrenos e imóveis. Participações societárias somam R$ 111.659.567, fundos de investimento R$ 13.948.313 e fundos de investimento imobiliário R$ 4.653.970. Contas correntes totalizam R$ 256.033. Marçal também mencionou que seu Imposto de Renda de Pessoa Física apresentou uma redução entre 2022 e 2024.

Apesar da declaração de bens, o principal obstáculo para a candidatura de Pablo Marçal é sua situação de inelegibilidade. Ele está impedido de disputar eleições por oito anos, conforme decisão judicial relacionada a fatos da campanha municipal de São Paulo em 2024. A candidatura presidencial avançou após uma liminar que permitiu sua filiação ao PRTB, atendendo aos prazos legais.

TSE analisará elegibilidade de Pablo Marçal para eleição presidencial

A decisão liminar, contudo, tratou apenas da questão partidária. Agora, o TSE terá a responsabilidade de analisar o registro da candidatura de Marçal e determinar se ele poderá, de fato, concorrer à Presidência. Até que uma decisão definitiva seja proferida pela Justiça Eleitoral, Pablo Marçal mantém o status de candidato no processo, o que lhe permite participar de debates e realizar campanha.

As condenações que levaram à inelegibilidade de Marçal estão vinculadas à campanha para a prefeitura de São Paulo em 2024, especialmente a estratégia conhecida como “campeonato de cortes”. Essa iniciativa incentivava colaboradores a produzir e divulgar vídeos curtos do candidato, com premiações e pagamentos para os responsáveis pela edição e distribuição do material. O juiz Antonio Maria Patiño Zorz considerou que tal estratégia configurou abuso de poder político e econômico, resultando na inelegibilidade do empresário por oito anos, decisão confirmada pelo TRE-SP.

Tags:

Notícias todos os dias!

De domingo a domingo, as notícias que você não pode perder em seu e-mail.

Veja também