Edinho Silva minimiza impacto de vista de Dino no STF na campanha de Lula, mas admite desgaste anterior

Edinho Silva minimiza impacto de vista de Dino no STF na campanha de Lula, mas admite desgaste anterior

Resumo

Edinho Silva tenta conter danos após pedido de vista de Dino em caso do STF, mas reconhece abalo na campanha de Lula

O presidente nacional do PT, Edinho Silva, buscou minimizar o impacto do pedido de vista do ministro Flávio Dino no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre um caso envolvendo Alexandre de Moraes. Segundo Edinho, a decisão de Dino é um “fato isolado” e “não respinga na campanha” do presidente Lula.

“Como o presidente Lula já se posicionou, nós queremos é que todas as denúncias sejam apuradas. E, se for concluído que alguém tem responsabilidade sobre ilícitos, que esses responsáveis paguem pelos seus erros. Ninguém está acima da lei”, declarou Edinho Silva em Florianópolis.

As declarações contrastam com as falas do próprio dirigente no dia anterior, quando admitiu que a crise no Supremo havia “atingido” e “desgastado” a campanha presidencial. A informação foi divulgada pela GloboNews.

Dino pede vista e adia julgamento em sessão tumultuada no STF

O pedido de vista de Flávio Dino ocorreu em uma sessão marcada por discussões acaloradas. Dino propôs o julgamento unificado de um caso que envolvia o ministro Alexandre de Moraes, solicitando que o processo passasse por sorteio e saísse das mãos do presidente do STF, Edson Fachin. A justificativa para a suspensão foi a troca de farpas entre os ministros André Mendonça e Gilmar Mendes.

A sessão, considerada “desastrada” por Dino, viu um impasse entre os ministros. Enquanto Mendonça, Luiz Fux, Fachin e Cármen Lúcia votaram para que o julgamento seguisse como estava, Gilmar Mendes, Moraes e Cristiano Zanin defenderam a unificação. O pedido de vista de Dino suspendeu a votação, que ficaria tecnicamente empatada.

PT reforça pauta de reforma do Judiciário após crise

A crise no STF intensificou o discurso do PT em favor de uma reforma no Judiciário. Em abril, o partido já havia aprovado em seu congresso a proposta de aperfeiçoamento de códigos de ética. Em junho, um seminário debateu a “democratização e autocorreção do sistema de justiça brasileiro”, incluindo a representação popular no Judiciário.

Mais recentemente, em setembro, o PT passou a defender medidas mais objetivas, como mandatos para ministros de cortes superiores, o fim dos supersalários e penduricalhos, além de códigos de ética mais rigorosos e maior participação da sociedade civil em órgãos de controle como o CNJ e o CNMP.

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