Caiado cobra quebra de sigilo do INSS e Master e alerta eleitor: "Não terá como pedir o voto de volta"

Caiado cobra quebra de sigilo do INSS e Master e alerta eleitor: “Não terá como pedir o voto de volta”

Resumo

Caiado cobra quebra de sigilo do INSS e Master e alerta eleitor: “Não terá como pedir o voto de volta”

O candidato à Presidência da República, Ronaldo Caiado (PSD), participou do programa Café com a Gazeta do Povo, em entrevista realizada nesta sexta-feira (18). Ex-governador de Goiás e ex-senador, Caiado retorna à disputa presidencial após 37 anos, tendo concorrido em 1989.

Durante a sabatina, o presidenciável abordou a necessidade de transparência em investigações que envolvem figuras públicas, comparando a situação a surpresas de um “Kinder Ovo”. Ele defendeu que o eleitor tenha acesso a informações cruciais antes do primeiro turno das eleições.

“Solicitei ao presidente do STF que quebrasse o sigilo de tudo, tanto do INSS como do Banco Master, para que a sociedade soubesse quem são os envolvidos. Se o eleitor votar no dia 4 de outubro, não terá como pedir o voto de volta se acabar elegendo um corrupto”, afirmou Caiado, ressaltando a importância do voto consciente.

Caiado propõe indicação de mulheres para o STF e defende transparência

O candidato do PSD sinalizou que, caso eleito, pretende indicar quatro mulheres para o Supremo Tribunal Federal (STF), em meio às aposentadorias previstas de ministros como Luiz Fux, Cármen Lúcia e Gilmar Mendes. Ele citou a ex-procuradora-geral da República, Raquel Dodge, como um exemplo de perfil compatível para a Corte.

Caiado mencionou o inquérito das fake news, aberto em 2019, e argumentou que a decisão de Raquel Dodge, na época, poderia ter evitado a investigação. Ele enfatizou a importância de se conhecer os fatos para que o eleitor não seja surpreendido após o pleito.

Aposta em “fatos novos” para impulsionar campanha nas pesquisas

Questionado sobre seu desempenho nas pesquisas eleitorais, Ronaldo Caiado expressou otimismo e afirmou que pretende manter sua campanha ativa até o final. Ele acredita que o surgimento de novos fatos pode alterar o panorama da disputa presidencial.

“Eu sou uma pessoa extremamente otimista”, declarou. “Eu acredito que nesses 16 dias muitos fatos virão à tona e acredito que a sociedade vai sair desse processo de votar contra o outro sem poder analisar o que é melhor para o país”, completou.

Caiado também relacionou sua estratégia eleitoral à necessidade de ampliar o conhecimento sobre sua trajetória administrativa. Ele reconheceu que, embora tenha sido governador de Goiás, sua visibilidade nacional ainda precisa ser expandida.

Governo em Goiás como vitrine e defesa contra a polarização

O candidato atribuiu o desconhecimento de seu nome em algumas regiões do país à sua atuação como governador, que naturalmente concentra o debate político em âmbito estadual. “Quando você é governador, você não está num debate nacional”, explicou.

Ele citou os altos índices de aprovação em Goiás, chegando a 88%, como prova de sua capacidade de gestão e para argumentar que o eleitor que acompanha sua trajetória no estado o conhece bem. “Quem me conhece, de dez, nove me apoiam”, disse.

Caiado defende que a campanha nacional apresente uma alternativa à polarização atual, focando em seu histórico administrativo e buscando alcançar eleitores que ainda não conhecem sua trajetória política. Ele também confirmou presença em todos os debates presidenciais, criticando a ausência de outros candidatos.

Combate às apostas online e uso de inteligência artificial na segurança

Na área de segurança pública, Caiado destacou os resultados de sua gestão em Goiás, atribuindo a redução da criminalidade ao uso de inteligência de dados e inteligência artificial. Ele afirmou que o estado viu uma queda de 60% nos índices de criminalidade durante seu governo.

“Goiás saiu de um percentual de 40,7% quando eu entrei no governo para 16,5% — 60% de queda”, apresentou. Caiado também mencionou que roubos e furtos de veículos, assim como crimes contra estabelecimentos comerciais, residências e transeuntes, registraram os menores índices do país.

O candidato também abordou o tema das apostas online, defendendo uma atuação integrada dos órgãos de fiscalização e segurança para combater plataformas irregulares. Ele classificou o vício em apostas como um problema de saúde, comparando-o a uma doença (ludopatia) prevista no Código Internacional de Doenças.

Posicionamentos de Caiado em “pinga-fogo”

Ao final da entrevista, Ronaldo Caiado respondeu a uma série de perguntas rápidas sobre temas diversos. Ele se mostrou a favor do voto impresso, contra as apostas, contra o aborto e a favor da redução da maioridade penal. Defendeu o fim do foro privilegiado e se mostrou contrário à audiência de custódia.

Sobre o STF, afirmou que todos os ministros que tiverem motivos devem sofrer impeachment, pois isso é constitucional. Em relação a Lula, o classificou como “ladrão do futuro brasileiro”, e a Jair Bolsonaro, disse que “conseguiu unir a direita brasileira, mas não soube governar”. O dia 8 de janeiro foi definido como “uma baderna”.

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