Bebidas Muito Quentes: O Perigo Oculto no Café e Chá que Triplica Risco de Câncer de Esôfago, Alerta Estudo de Oxford

Bebidas Muito Quentes: O Perigo Oculto no Café e Chá que Triplica Risco de Câncer de Esôfago, Alerta Estudo de Oxford

Resumo

Cientistas da Universidade de Oxford revelam que a temperatura do seu café ou chá pode ser um fator crucial no desenvolvimento do câncer de esôfago. O estudo, publicado em setembro de 2026, analisou quase um milhão de pessoas e identificou uma associação alarmante.

O consumo frequente de bebidas em temperaturas elevadas, como café e chá, foi associado a um aumento significativo no risco de câncer de esôfago. A pesquisa, que acompanhou quase um milhão de adultos no Reino Unido por mais de uma década, sugere que a agressão térmica constante ao tecido esofágico é um fator de risco determinante.

A investigação aponta que não é o tipo de bebida que importa, mas sim o calor excessivo. Líquidos consumidos acima de 65°C são considerados provavelmente cancerígenos pela Agência Internacional de Pesquisa em Câncer. Essa temperatura, muitas vezes atingida por cafés e chás logo após o preparo, pode causar microlesões repetitivas.

Essas microlesões geram inflamação crônica e forçam uma reparação celular acelerada. Com o tempo, esse ciclo de dano e regeneração aumenta a probabilidade de erros genéticos nas células, que podem evoluir para o câncer. Conforme informação divulgada pela Universidade de Oxford, o hábito prolongado e diário é o principal vilão, não uma queimadura ocasional.

O Calor Excessivo e Seus Efeitos no Esôfago

A relação entre a temperatura da bebida e o risco de câncer de esôfago é direta e gradual. Pessoas que preferem bebidas descritas como ‘quentes’ apresentaram um risco 69% maior em comparação com aquelas que consomem líquidos mornos. Para os que ingerem bebidas consideradas ‘muito quentes’, o risco chega a ser três vezes maior.

O mecanismo por trás desse aumento de risco está na agressão térmica repetida à mucosa esofágica. O calor excessivo causa microlesões no revestimento interno do esôfago, desencadeando um processo inflamatório constante. Esse ciclo de dano e reparo celular, mantido por anos, eleva as chances de mutações genéticas.

Identificando a Temperatura Perigosa

A referência científica estabelece 65°C como o limite superior para o consumo seguro de bebidas quentes. Acima dessa temperatura, os líquidos são classificados como provavelmente cancerígenos. Na prática, a orientação é sentir a bebida na boca antes de engolir.

Se o líquido ainda causa queimadura ou desconforto na língua e nos lábios, ele está quente demais. Especialistas recomendam esperar alguns minutos após o preparo para que a bebida atinja uma temperatura ‘confortavelmente quente’, minimizando a exposição do esôfago ao calor excessivo.

Não é Preciso Abandonar o Café ou o Chá

A boa notícia é que não é necessário eliminar o consumo de café ou chá da rotina. O estudo da Universidade de Oxford enfatiza que o problema não reside nos componentes das bebidas, mas sim na forma como são ingeridas. A mudança mais eficaz é ajustar a temperatura de consumo.

É importante notar que o câncer de esôfago ainda é considerado uma doença relativamente incomum na população em geral. Fatores como tabagismo e consumo de álcool representam riscos ainda mais estabelecidos para a doença. A simples atitude de esperar a bebida esfriar um pouco antes de consumi-la pode ser uma medida preventiva eficaz.

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