Guerra declarada! EUA e 14 países unem forças contra PCC, CV e 22 outros grupos criminosos com sanções e bloqueio de bens

Guerra declarada! EUA e 14 países unem forças contra PCC, CV e 22 outros grupos criminosos com sanções e bloqueio de bens

Resumo

EUA e mais 14 nações anunciam pacote de sanções e medidas coordenadas contra 24 organizações criminosas transnacionais

Uma poderosa frente unida foi formada para combater o crime organizado nas Américas. Os Estados Unidos, juntamente com outros 14 países, anunciaram nesta terça-feira (22) um plano de ação abrangente, com sanções e medidas coordenadas, voltado para desmantelar 24 organizações criminosas que operam em todo o continente. Entre os alvos principais estão o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV), do Brasil, grupos já classificados como terroristas pelos EUA.

A declaração conjunta, divulgada pelo Departamento de Estado americano após uma reunião em Nova York, à margem da Assembleia-Geral da ONU, detalha as estratégias que serão empregadas. O objetivo é sufocar financeiramente e logisticamente essas organizações, impedindo seu avanço e o impacto destrutivo que causam.

Essa iniciativa marca a primeira ação conjunta significativa desde a criação dos novos pilares de cooperação do “Escudo das Américas”, evidenciando a gravidade da ameaça que essas redes representam à paz, segurança e prosperidade do hemisfério. Conforme informação divulgada pelo Departamento de Estado americano, a aliança visa aplicar medidas como congelamento de bens, restrições de visto e imigração, além da responsabilização criminal de indivíduos que forneçam apoio consciente a esses grupos.

Grupos de peso na mira da aliança internacional

A lista de 24 organizações criminosas sob o escrutínio do “Escudo das Américas” inclui nomes de peso e de alta periculosidade. Além do **PCC e do CV**, estão na mira a Mara Salvatrucha (MS-13), originária de El Salvador, o Tren de Aragua, da Venezuela, e poderosos cartéis mexicanos como o de Sinaloa, o Jalisco Nueva Generación (CJNG) e o Cartel del Golfo. Da Colômbia, figuram o Clan del Golfo e o Exército de Libertação Nacional (ELN), juntamente com dissidências das Farc. O Peru tem o Sendero Luminoso em seu radar, e a gangue Barrio 18, com raízes em Los Angeles e forte presença na América Central, também é alvo.

Trump declara “guerra” e reforça o papel do “Escudo das Américas”

Durante a reunião, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, adotou um tom firme, declarando que os cartéis estão promovendo uma verdadeira “guerra” contra os povos do hemisfério. Ele descreveu as organizações como grupos terroristas violentos e forças paramilitares que, em alguns casos, chegam a controlar territórios. Trump ressaltou o apoio incondicional dos Estados Unidos aos países membros do “Escudo das Américas” no enfrentamento dessas redes criminosas, classificando a aliança como a “maior e mais poderosa” já reunida no Hemisfério Ocidental para tratar de segurança econômica e nacional.

Ação conjunta se estenderá para a OEA e envolverá cooperação em diversas áreas

A declaração conjunta prevê que a ação contra os grupos narcoterroristas seja levada para dentro da Organização dos Estados Americanos (OEA). Os países signatários pretendem solicitar formalmente ao Conselho Permanente da OEA uma reunião de consulta, com base no Tratado Interamericano de Assistência Recíproca (TIAR), para discutir resoluções que facilitem ações coletivas. O “Escudo das Américas” também ampliará seu escopo para além das sanções, focando no **reforço do compartilhamento de inteligência**, **ampliação do acesso a tecnologias de segurança**, **promoção de treinamentos conjuntos** e **maior troca de informações e práticas** no combate ao crime transnacional. Além disso, a cooperação econômica e diplomática será fortalecida, com discussões sobre investimentos, cadeias de suprimentos de minerais críticos e coordenação de posições em organismos internacionais.

Os países que assinaram a declaração são Estados Unidos, Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Costa Rica, República Dominicana, Equador, El Salvador, Guiana, Honduras, Panamá, Paraguai, Peru e Trinidad e Tobago. Vale notar que Brasil e México, atualmente sob governos de esquerda, não integram o “Escudo das Américas” neste momento.

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