Alcolumbre Ignora Jorge Messias em Posse no TSE: "Climão" após Rejeição Histórica no Senado

Alcolumbre Ignora Jorge Messias em Posse no TSE: “Climão” após Rejeição Histórica no Senado

Resumo

Alcolumbre evita aplaudir Jorge Messias em evento do TSE, intensificando “climão” político

A posse do novo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Nunes Marques, nesta terça-feira (12), foi palco de um momento de tensão política. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), optou por não aplaudir o Advogado-Geral da União (AGU), Jorge Messias, durante a cerimônia.

Este encontro marcou o primeiro em público entre os dois desde que o Senado Federal rejeitou a indicação de Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF). A atitude de Alcolumbre gerou repercussão e foi interpretada como um reflexo da derrota imposta ao governo petista.

A ausência de aplausos por parte de Alcolumbre, que estava sentado ao lado do presidente Lula, ocorreu logo após o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Beto Simonetti, cumprimentar Jorge Messias. A informação foi divulgada pela imprensa, que captou o momento. Conforme a fonte, a atitude do senador evidencia o racha político em Brasília.

Alcolumbre, articulador da rejeição de Messias

Davi Alcolumbre é apontado como um dos principais articuladores por trás da **rejeição da indicação de Jorge Messias** ao STF, um revés considerado histórico para a gestão do presidente Lula. Para que a nomeação fosse aprovada, eram necessários no mínimo 41 votos favoráveis no Senado, mas o AGU obteve apenas 34.

Essa foi a sexta vez em 135 anos de história do STF que um nome indicado ao cargo foi barrado pelo Senado. As outras cinco ocorrências datam de 1894, durante o governo de Floriano Peixoto, evidenciando a magnitude da derrota sofrida por Messias e pelo governo.

Messias relata campanha de desconstrução

Após a votação que negou sua ascensão ao STF, Jorge Messias declarou ter sido alvo de uma **campanha de desgaste** ao longo dos últimos cinco meses. Ele afirmou que o governo tem conhecimento dos responsáveis por essa articulação que visou desconstruir sua imagem.

“Passei por cinco meses de desconstrução da minha imagem, toda sorte de mentiras para me desconstruir ocorreu. Nós sabemos quem promoveu tudo isso”, declarou Messias, sem, no entanto, citar nomes diretamente.

Alcolumbre previu a derrota de Messias

Um detalhe que reforça o papel de Alcolumbre na articulação foi uma conversa captada por microfones da Mesa Diretora do Senado. No dia da votação, o presidente do Senado, em um diálogo com o líder do governo na Casa, Jaques Wagner (PT-BA), **previu a derrota de Messias**.

“Acho que ele vai perder por oito”, disse Alcolumbre, ao ser questionado por Wagner sobre o resultado. Essa fala, segundo a fonte, é utilizada como base para um pedido ao STF para anular a sessão de votação da indicação de Messias. A **previsão de Alcolumbre** demonstrou sua ciência sobre o resultado desfavorável ao AGU.

O “climão” no TSE e suas implicações políticas

O episódio na posse do TSE adiciona mais um capítulo à tensa relação entre Alcolumbre e o governo Lula, especialmente após a **rejeição de Jorge Messias**. A atitude do senador sinaliza a força política que ele detém no Congresso Nacional e sua capacidade de influenciar decisões importantes.

A ausência de um gesto mínimo de cordialidade, como um aplauso, em um evento oficial e de grande visibilidade, como a posse no TSE, **acentua o “climão” político** e levanta questionamentos sobre futuras articulações e indicações do Executivo.

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