Presidente de Tribunal de Justiça no Peru é Preso Sob Acusação de Corrupção e Liderança de Organização Criminosa
As autoridades peruanas realizaram, nesta quinta-feira (2), a prisão de José Alberto Tinco Luján, presidente da Corte Superior de Justiça de Apurímac. Ele é apontado como líder de uma organização criminosa que atuava dentro do Judiciário peruano, com suspeitas de corrupção de funcionários públicos.
A investigação, conduzida pela Primeira Promotoria Suprema Especializada em Crimes Cometidos por Funcionários Públicos, resultou na prisão preventiva de Luján. A operação, liderada pela promotora Lourdes Bernardita Téllez e coordenada pelo promotor Iván Melgar, também incluiu a prisão de sua esposa e de outros investigados.
Conforme informações da imprensa local, a operação abrangeu mandados de busca e apreensão em diversas regiões do Peru, incluindo Apurímac, La Libertad, Puno, Abancay e Lima. As buscas foram realizadas em residências, veículos e em abordagens pessoais, visando coletar provas contra o grupo.
Controle e Favorecimento em Decisões Judiciais
A investigação aponta que o grupo liderado por Luján utilizava o Tribunal de Justiça de Apurímac para controlar decisões judiciais e beneficiar pessoas próximas. A suspeita é de que processos eram direcionados para favorecer advogados específicos ou partes interessadas em troca de vantagens.
Além disso, as autoridades investigam a possibilidade de que cargos dentro do tribunal fossem negociados mediante pagamento. Isso incluiria a venda de vagas para funcionários administrativos e até mesmo para juízes temporários, configurando um esquema de corrupção estruturada.
Negociação de Cargos e Arrecadação Ilegal de Fundos
Fontes judiciais citadas pelo jornal La República indicam que Luján e sua esposa teriam tratado a Corte de Apurímac como um espaço de controle pessoal. O grupo é suspeito de realizar transferências de juízes de acordo com seus interesses, favorecer advogados com proximidade e exercer pressão sobre funcionários do tribunal.
A esposa de Luján também está sob investigação por supostamente cobrar dinheiro de trabalhadores da corte. A justificativa seria a arrecadação de fundos para a festa da Virgem de Cocharcas, uma celebração religiosa regional. Os valores teriam sido exigidos de funcionários administrativos e servidores da área judicial, levantando suspeitas de desvio e extorsão.
Operação Abrangente no Judiciário Peruano
A operação policial e ministerial demonstra a seriedade das acusações contra o presidente do Tribunal de Justiça de Apurímac e sua rede de influência. A extensão das buscas e prisões em diferentes regiões do país sinaliza a possível abrangência da organização criminosa no Judiciário peruano.
O caso levanta sérias preocupações sobre a integridade do sistema judicial no Peru e a necessidade de mecanismos eficazes de combate à corrupção. As investigações continuam em andamento para desvendar todas as ramificações do esquema e responsabilizar todos os envolvidos.