Cinebiografia “Michael” Alcança Marca Inédita de US$ 1 Bilhão e Se Torna Sucesso Global
O filme “Michael”, que retrata a trajetória de Michael Jackson desde os primórdios com os Jackson 5 até o estrelato solo, alcançou um feito notável: ultrapassou a marca de US$ 1 bilhão em bilheteria mundial. A produção, dirigida por Antoine Fuqua e estrelada por Jaafar Jackson, sobrinho do cantor, celebrou 12 semanas em cartaz consolidando seu sucesso.
Desse montante expressivo, US$ 371,8 milhões foram arrecadados no mercado norte-americano, enquanto US$ 629,8 milhões vieram de mercados internacionais. O lançamento no Japão, um dos últimos grandes mercados a receber o filme, e a permanência em cartaz em diversos países foram cruciais para impulsionar esses números.
O sucesso estrondoso de “Michael” representa o ápice de uma série de recordes. Antes de atingir o bilhão, o longa já havia se tornado o filme de maior arrecadação da história da Lionsgate, superando todas as produções anteriores do estúdio. A cinebiografia também deixou para trás “Bohemian Rhapsody”, assumindo o posto de maior bilheteria do gênero musical, e posteriormente ultrapassou “Oppenheimer” para se firmar como a cinebiografia de maior bilheteria de todos os tempos. No Brasil, o filme registrou o maior lançamento da Universal Pictures no país.
Conforme divulgado pelo New York Times, este desempenho foi particularmente significativo para a Lionsgate, que enfrentava um período de resultados decepcionantes e especulações sobre uma possível venda da empresa. A aposta em “Michael”, um projeto considerado arriscado por outros estúdios, mudou o cenário. Juntamente com o thriller “A Criada”, a Lionsgate emplacou dois dos maiores sucessos comerciais do ano, fortalecendo sua posição no mercado e impulsionando o valor de suas ações.
Divisão Marcante Entre Público e Crítica Especializada
Apesar de o público ter transformado “Michael” em um fenômeno de bilheteria, a recepção da crítica especializada divergiu significativamente. No Rotten Tomatoes, a aprovação dos críticos ficou em 38%, em contraste com os 97% de aprovação do público. No Metacritic, o filme registrou 39 pontos entre os críticos, contra uma média de 7,9 dada pelos usuários.
Essa disparidade nas avaliações pode ser atribuída à percepção de que a produção evita aprofundar os aspectos mais controversos da vida de Michael Jackson. Críticos apontam uma narrativa excessivamente cuidadosa e pouco complexa. Um exemplo é a análise de Claudio Sánchez, do site espanhol Aceprensa, que considera que o filme não atinge a profundidade dramática de outras cinebiografias, como “Rocketman” e “Bohemian Rhapsody”, embora reconheça a qualidade da produção, das coreografias e da atuação de Jaafar Jackson.
Em contrapartida, críticos como Armond White, da National Review, interpretaram a obra como uma recuperação da imagem pública do artista. Ele elogiou o foco na trajetória musical e defendeu que o filme resgata a dimensão artística de Michael Jackson diante das polêmicas que marcaram sua vida. Independentemente das avaliações, o contraste entre a recepção crítica e a resposta do público se tornou um dos aspectos mais notáveis da trajetória do longa.
Fatores do Sucesso Comercial e Próximos Passos da Lionsgate
Os números de bilheteria de “Michael” sugerem uma combinação de fatores para seu sucesso comercial. O alcance global da obra de Michael Jackson continua a mobilizar diferentes gerações de espectadores. O forte desempenho internacional, especialmente no Japão, ampliou significativamente a arrecadação.
Além disso, a permanência do filme em cartaz por várias semanas permitiu que a bilheteria continuasse crescendo mesmo após o período inicial de lançamento, um feito cada vez menos comum na indústria cinematográfica atual. Esse desempenho extraordinário já influencia os planos futuros da Lionsgate.
Adam Fogelson, CEO da divisão de filmes do estúdio, indicou ao New York Times que espera anunciar novidades sobre uma continuação em breve. Embora ainda não haja detalhes sobre o projeto, a intenção demonstra que o estúdio pretende transformar “Michael” em uma franquia, capitalizando seu maior sucesso comercial até o momento.