Chefe do Comando Vermelho na Bahia, Kleber 'Kekeu' Nóbrega Pereira, é preso em mansão de luxo na Bolívia

Chefe do Comando Vermelho na Bahia, Kleber ‘Kekeu’ Nóbrega Pereira, é preso em mansão de luxo na Bolívia

Resumo

Operação conjunta desarticula líder foragido do Comando Vermelho que operava na Bolívia

Kleber Nóbrega Pereira, conhecido como Kekeu, um dos principais líderes do Comando Vermelho na Bahia, foi preso neste domingo (10) em Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia. Ele estava foragido desde 2022 e é apontado como responsável pela coordenação do envio de armas e drogas para vários estados brasileiros.

A prisão de Kekeu, que vivia com documentos falsos em uma mansão luxuosa, representa um duro golpe contra a organização criminosa. A ação foi resultado de um esforço conjunto entre autoridades brasileiras e bolivianas, com foco em desarticular lideranças que atuam fora das fronteiras nacionais.

Conforme informações divulgadas pela Secretaria de Segurança Pública da Bahia, a operação foi batizada de Artemis e contou com a participação da Polícia Federal, Polícia Civil, da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco) e da polícia boliviana. Kekeu já foi extraditado para o Brasil e está detido em Corumbá, Mato Grosso do Sul, à disposição da Justiça baiana.

Histórico criminal de Kekeu é marcado por crimes violentos

O histórico criminal de Kleber Nóbrega Pereira é extenso e inclui crimes como sequestros, homicídios cruéis, tortura, extorsão e lavagem internacional de dinheiro. As autoridades o consideram um dos chefes mais proeminentes do Comando Vermelho fora do Rio de Janeiro.

Mesmo quando esteve preso na Penitenciária Lemos Brito, entre 2009 e 2012, ele continuava a ordenar execuções de rivais e a comandar quadrilhas especializadas em sequestros na Bahia, segundo relatos das autoridades.

Esposa de Kekeu, apontada como tesoureira, também é presa na Bolívia

Durante a operação, a esposa de Kekeu, Micaely Santos Silva, também foi detida. Ela também estava foragida e é acusada de atuar como tesoureira da facção, sendo responsável pela lavagem do dinheiro proveniente do tráfico de drogas. O casal levava uma vida de luxo em uma mansão avaliada em mais de R$ 6 milhões.

Eles se passavam por empresários bem-sucedidos, utilizando nomes e documentos falsos para ocultar suas atividades criminosas. A ostentação contrastava com a realidade das operações ilegais que sustentavam seu estilo de vida.

Kekeu usava a Bolívia como base para tráfico interestadual

As investigações apontam que Kekeu utilizava o território boliviano como uma base estratégica para o fornecimento de armamentos e entorpecentes. O fluxo de drogas e armas era direcionado para as capitais da Bahia, São Paulo, Rio de Janeiro e Pernambuco.

Para manter o controle das operações, ele utilizava gerentes e pessoas de fachada, popularmente conhecidas como ‘laranjas’, com destaque para mulheres, para movimentar as finanças da organização criminosa. Essa estrutura visava dificultar o rastreamento do dinheiro.

Prisão de Kekeu é um golpe significativo contra o Comando Vermelho

A captura de Kleber Nóbrega Pereira é vista como um golpe importante na estrutura financeira e logística do Comando Vermelho. O secretário de Segurança Pública da Bahia, Marcelo Werner, destacou que o trabalho de inteligência foi focado em desarticular lideranças que operam além das fronteiras.

Somente em 2026, seis líderes dessa mesma facção já haviam sido capturados na Bolívia em operações coordenadas pela Interpol, evidenciando a atuação conjunta internacional contra o crime organizado.

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