Flávio Bolsonaro nega repasse de dinheiro do filme de Bolsonaro para Eduardo: "Mentira, ilação"

Flávio Bolsonaro nega repasse de dinheiro do filme de Bolsonaro para Eduardo: “Mentira, ilação”

Resumo

Senador Flávio Bolsonaro desmente rumores sobre destino de verba de filme de seu pai, chamando-as de “mentira” e “ilação”.

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) veio a público nesta quinta-feira (14) para refutar veementemente as alegações de que os recursos arrecadados para a produção do filme “Dark Horse”, sobre seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, teriam como destinatário final seu irmão, Eduardo Bolsonaro. Ele classificou a disseminação dessas informações como “mentira”, “criminoso” e “torcida contra”, indicando que a notícia é parte de uma estratégia para prejudicá-lo politicamente.

As denúncias surgiram após reportagens na imprensa nacional, que noticiaram a suposta abertura de uma investigação pela Polícia Federal (PF) para apurar se Eduardo Bolsonaro teria recebido US$ 2 milhões do montante destinado ao filme. A suspeita envolvia o direcionamento de fundos de um empresário para uma conta ligada ao advogado de imigração de Eduardo nos Estados Unidos. A Polícia Federal, contudo, não confirmou nem desmentiu a apuração até o momento.

Flávio Bolsonaro explicou que todos os recursos aportados para o projeto foram integralmente destinados à produção do filme, e que o advogado em questão atua apenas como um gestor de confiança dos fundos. A declaração foi feita em entrevista à GloboNews, onde o senador reforçou que a narrativa de que o dinheiro chegaria a Eduardo é falsa e difamatória. Conforme o senador, o dinheiro é privado e o filme é uma obra cultural independente, sem envolvimento de verbas públicas ou mecanismos como a Lei Rouanet. A busca por patrocínio ocorreu em 2024, antes de as acusações contra o empresário Daniel Vorcaro virem a público.

Áudio de cobrança e versão contraditória de Mário Frias

A polêmica ganhou força após a publicação de um áudio e mensagens pelo site The Intercept Brasil, onde Flávio Bolsonaro aparece cobrando valores do banqueiro Daniel Vorcaro na véspera de sua prisão. Em nota posterior, o senador admitiu a cobrança, mas a justificou como uma tentativa de um filho buscar patrocínio privado para um filme privado. Curiosamente, o deputado federal Mário Frias (PL-SP), correligionário de Flávio, inicialmente negou que o dinheiro de Vorcaro tivesse sido usado na produção, mas mudou seu tom para um mais cauteloso no dia seguinte.

“Jeito carioca” de falar e a defesa de Flávio Bolsonaro

Ao comentar as mensagens trocadas com Vorcaro, que incluíam termos como “irmão” e “tamo junto”, Flávio Bolsonaro atribuiu o tom à sua forma de falar, descrita como “jeito carioca”, negando qualquer proximidade especial com o banqueiro. Ele esclareceu que a cobrança posterior se deu devido ao não cumprimento de parcelas de pagamento previamente acordadas. Em nota oficial divulgada após a entrevista, a campanha de Flávio reiterou que a comparação de suas relações com as de outros investigados seria uma “distorção política inaceitável”.

Nota oficial e defesa de transparência

A nota oficial divulgada pela campanha de Flávio Bolsonaro detalhou os argumentos do senador, enfatizando que sua participação no projeto do filme se limitou à captação de investimento privado para uma obra cultural privada, sem qualquer recurso público. O senador destacou que sua relação com Daniel Vorcaro foi estritamente de um filho buscando patrocínio, sem doações, favores ou vantagens políticas. Ele reiterou que os aportes foram direcionados a um fundo específico da produção, com estrutura jurídica e fiscalização nos EUA.

Flávio ressaltou que a relação com Vorcaro foi encerrada assim que os aportes deixaram de ser cumpridos e as acusações vieram a público, sendo buscados outros investidores. O senador criticou tentativas de associá-lo a esquemas de corrupção, como os envolvendo o PT, e defendeu que todos os fatos sejam investigados com rigor e transparência, exigindo a criação de uma CPI do Master.

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