Acordo entre Alcolumbre e Lira acelera votações e pode definir o fim da escala 6×1 antes das eleições.
Uma articulação entre o presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União-AP), e o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), promete agilizar a análise de propostas legislativas nas duas Casas. O objetivo é coordenar o fluxo de votações e destravar temas cruciais antes do período eleitoral, que tradicionalmente registra maior ausência de parlamentares.
A iniciativa, apelidada de “esforço concentrado”, prevê duas etapas de intensa atividade legislativa, de 10 a 14 de agosto e de 31 de agosto a 3 de setembro. Entre os assuntos prioritários, está a **extinção da jornada de trabalho 6×1**, uma pauta que divide opiniões e que a oposição tentava adiar para após as eleições.
“O calendário é exatamente o mesmo que será adotado pela Câmara dos Deputados, permitindo que o Congresso Nacional funcione em plenitude e de modo eficiente e harmônico”, declarou Alcolumbre. Essa sintonia entre as presidências pode significar um **avanço rápido na definição do futuro da escala 6×1**, impactando diretamente milhões de trabalhadores. Conforme divulgado pelo Senado Federal, a proposta de emenda à Constituição (PEC) que trata do tema já está em análise na Casa.
Fim da escala 6×1 em risco para a oposição
A articulação entre Alcolumbre e Lira coloca em xeque a estratégia da oposição de postergar a votação da **escala 6×1** para depois do pleito eleitoral. A intenção oposicionista era evitar que os parlamentares se posicionassem de forma a agradar o eleitorado, buscando um debate mais técnico sobre a proposta. Com o acordo, a análise pode ser antecipada, forçando um posicionamento mais rápido.
Congresso foca em vetos presidenciais e temas sensíveis
Além da **jornada de trabalho 6×1**, o Congresso Nacional precisa lidar com uma extensa fila de quase 60 vetos do presidente Lula (PT). As sessões conjuntas serão fundamentais para deliberar sobre esses vetos, um rito que já foi palco de derrotas para o governo, como a derrubada do veto à lei da dosimetria. A aprovação ou rejeição desses vetos terá impacto significativo em diversas áreas.
Criminalização da misoginia e apoio ao MEI na pauta
Na Câmara dos Deputados, um dos projetos em destaque é a proposta que criminaliza a **misoginia**, equiparando-a ao racismo. Relatada pela deputada Tabata Amaral (PSB-SP), a matéria gera debates acalorados entre a base governista, que defende a medida como forma de coibir a violência e o feminicídio, e a oposição, que expressa preocupações com possíveis prejuízos à liberdade de expressão.
Outra sinalização importante para o eleitorado é a reforma das regras para o **Microempreendedor Individual (MEI)**. A proposta visa **aumentar o teto de faturamento** de R$ 81 mil para R$ 140 mil e expandir o número de funcionários permitidos de um para dois. Essas mudanças podem representar um alívio e novas oportunidades para pequenos empreendedores em todo o país.