Filme sobre Bolsonaro: Nova versão de Mário Frias sobre financiamento milionário e investigações do COAF
O deputado Mário Frias apresentou uma nova versão sobre o financiamento do filme “Dark Horse”, que retrata a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro. Após negar inicialmente o envolvimento de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, Frias agora aponta uma empresa intermediária como responsável pelos recursos, enquanto órgãos de fiscalização aprofundam as investigações sobre a origem de milhões investidos na produção.
A polêmica em torno do financiamento do longa “Dark Horse” ganha novos capítulos com a declaração do deputado Mário Frias. A narrativa sobre quem bancou o filme sobre a vida de Jair Bolsonaro tem sido marcada por diferentes explicações, levantando questionamentos sobre a transparência do processo. As investigações buscam esclarecer a origem de vultosos valores aplicados na obra.
O caso envolve cifras milionárias e conexões financeiras que estão sendo minuciosamente apuradas. O deputado Frias tenta agora justificar a origem dos fundos, mas as informações divulgadas pelo COAF e a atuação da Polícia Federal indicam um cenário complexo. O interesse público na matéria se mantém elevado, dada a figura retratada no filme e os valores em jogo.
A nova explicação de Mário Frias sobre os recursos
Segundo Mário Frias, existe uma “diferença de interpretação” acerca da origem dos recursos destinados ao filme. Ele sustenta que o contrato oficial para a produção foi firmado com a empresa Entre Investimentos, e não diretamente com Daniel Vorcaro ou o Banco Master. Na ótica do parlamentar, essa formalização jurídica afastaria a participação direta do banco na produção, ainda que os repasses financeiros tenham ocorrido por meio dessa empresa intermediária.
Investigações do COAF e o envolvimento indireto do Banco Master
Relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF) trazem à tona informações cruciais. Os documentos indicam que a Entre Investimentos teria recebido aproximadamente R$ 159,2 milhões de fundos que estão sob investigação da Polícia Federal. Esse montante teria servido de base para os repasses à produção do filme, estabelecendo uma ligação indireta entre os recursos e o grupo financeiro antes mencionado, apesar das alegações de Frias.
Flávio Bolsonaro e a negociação do patrocínio
O senador Flávio Bolsonaro admitiu ter procurado Daniel Vorcaro para solicitar apoio financeiro e viabilizar o projeto do filme. Informações de bastidores sugerem que o patrocínio negociado poderia chegar a R$ 134 milhões, dos quais cerca de R$ 61 milhões já teriam sido pagos em diversas operações realizadas ao longo de 2025. A participação do senador nas negociações adiciona outra camada de complexidade ao caso.
Ausência de dinheiro público e participação familiar
Mário Frias assegura que todo o capital investido na produção do filme “Dark Horse” é de origem estritamente privada. Ele reforça que, apesar das polêmicas sobre a origem dos investidores, o projeto não contou com recursos provenientes de leis de incentivo fiscal ou qualquer outra verba governamental. Quanto à participação dos filhos do ex-presidente, Frias esclarece que Flávio e Eduardo Bolsonaro apenas autorizaram o uso da imagem da família na obra, sem qualquer participação societária na produtora GOUP Entertainment ou controle sobre a estrutura financeira do projeto.