Flávio Bolsonaro reitera promessa de “espelhar as boas práticas” de Jair Bolsonaro na presidência e expressa pesar pelo distanciamento com Michelle Bolsonaro.
Em entrevista ao Flow Podcast, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) delineou suas intenções para uma eventual gestão presidencial, enfatizando a continuidade das políticas implementadas por seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Dentre as pautas prioritárias, destacou medidas de segurança pública, como a castração química para estupradores e o endurecimento de penas para latrocidas.
O pré-candidato também elogiou o critério de escolha de ministros de Bolsonaro, prometendo seguir a mesma linha, mas com a adição de que seus futuros secretários de Estado deverão possuir habilidade política para navegar no cenário de Brasília.
Flávio Bolsonaro relembrou o início da carreira política do pai, atribuindo sua projeção inicial à forte presença nas redes sociais, que permitiu ao público se conectar com um político que compartilhava suas angústias e aspirações. Ele também ressaltou a importância da imprensa, embora tenha criticado a cobertura que, segundo ele, prioriza “narrativas” em detrimento de uma abordagem factual. Essas declarações foram divulgadas nesta quarta-feira (15), conforme informações do portal UOL.
Críticas ao STF e “insegurança jurídica” sob Lula
O senador dirigiu críticas contundentes a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), em especial Alexandre de Moraes e Flávio Dino. Ele acusou Moraes de manter seu pai “como sequestrado” e de interferir na disputa eleitoral com decisões que o impediram de visitar Bolsonaro. Flávio argumentou que Moraes e Dino estariam articulando para que a Primeira Turma do STF atue como um “bypass” do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) durante as eleições, facilitando a retirada de perfis do ar e a imposição de punições.
Para Flávio, o desequilíbrio entre os Poderes atingiu um ponto crítico, onde a decisão do eleitor sobre candidatos ao Senado estaria atrelada à posição destes sobre o afastamento de Alexandre de Moraes, transformando o “impeachment em pauta nacional”. Ele também criticou a condução econômica do governo Lula, apontando a elevada carga tributária e a “insegurança jurídica” como os principais entraves para o investimento no país. “O Brasil está quebrado”, afirmou, alertando que a corrupção e a falta de segurança jurídica afastam investidores.
Propostas para Bolsa Família e fim da reeleição
Em outro ponto da entrevista, Flávio Bolsonaro apresentou propostas para o Bolsa Família, visando ampliá-lo como um “maior programa de mobilidade” do país. A ideia é manter o beneficiário no programa mesmo após conseguir um emprego formal ou abrir um pequeno negócio, garantindo que o auxílio perdure até que a pessoa demonstre plena condição de autossuficiência. O senador também se declarou favorável ao fim da reeleição, argumentando que tal medida reduziria a adoção de práticas eleitoreiras durante os mandatos.
Racha familiar e campanha eleitoral
Questionado sobre o recente racha na família Bolsonaro, especialmente o distanciamento com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, Flávio expressou pesar. “Hoje em dia, não tenho relação com a Michelle”, admitiu, justificando que está focado em sua campanha e espera que todos compreendam que o “inimigo do Brasil está do outro lado”. Ele ressaltou a importância da fidelidade ao presidente Bolsonaro e disse respeitar quem não quiser participar da campanha neste momento, embora ele próprio esteja em pré-campanha há sete meses.
Flávio também comentou sobre as críticas de outros candidatos da direita, que, segundo ele, passaram a atacá-lo, mesmo tendo sido incentivador de alguns deles. Ele ressaltou que as pesquisas o indicam como o candidato com maiores chances de derrotar o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).