Cinebiografia de Jair Bolsonaro acumula polêmicas com uso não autorizado de música de Beyoncé e denúncias de más condições de trabalho
A produção de uma cinebiografia sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, anunciada em 2025, tem sido marcada por uma série de controvérsias. Uma das mais notórias envolve o uso de uma música da cantora Beyoncé, integrante do grupo Destiny’s Child, sem a devida autorização, gerando reações judiciais.
Além da questão da propriedade intelectual, o filme também enfrenta alegações de condições de trabalho precárias no set de filmagens. O Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversões do Estado de São Paulo (Sated-SP) investigou denúncias que apontam para jornadas exaustivas e pagamentos abaixo do piso da categoria para figurantes.
O produtor Mário Frias, que também atua no filme, negou as acusações de financiamento indevido e de irregularidades nas condições de trabalho. As filmagens, que ocorreram sob sigilo em São Paulo, com cenas adicionais planejadas para o exterior, têm previsão de estreia para setembro deste ano.
Uso indevido de “Survivor” gera ação judicial
Um dos episódios mais emblemáticos foi a utilização da música “Survivor”, sucesso do grupo Destiny’s Child, liderado por Beyoncé, em um teaser do filme. Anderson Nick, produtor da fundação BeyGOOD, ligada a Beyoncé, confirmou que o uso da canção não foi autorizado e que medidas judiciais seriam tomadas para impedir a exploração da propriedade intelectual.
Até o momento, nenhum desdobramento sobre as ações judiciais foi divulgado. A polêmica levanta questões sobre o respeito aos direitos autorais na produção cinematográfica, especialmente em projetos de grande visibilidade.
Condições de trabalho no set sob escrutínio
O Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversões do Estado de São Paulo (Sated-SP) apurou denúncias de que as condições de trabalho no set da cinebiografia de Jair Bolsonaro seriam precárias. As acusações, surgidas entre outubro e novembro de 2025, incluíam jornadas de trabalho excessivas, comida estragada e cachês para figurantes abaixo do piso da categoria.
A produtora responsável pelo longa negou as irregularidades. Apesar da proibição do uso de celulares para evitar vazamentos, algumas imagens do set acabaram circulando nas redes sociais, alimentando o debate público sobre a produção.
Elenco e produção do filme
O ator Jim Caviezel, conhecido por seu papel em “A Paixão de Cristo”, é o protagonista da cinebiografia, interpretando Jair Bolsonaro. Caviezel passou três meses no Brasil para as filmagens. Mário Frias, ator e ex-diretor da EBC, é o produtor e roteirista do longa. Frias também interpreta o Dr. Álvaro, médico que atendeu Bolsonaro após a facada em 2018.
Em nota divulgada, Mário Frias negou que o filme conte com financiamento de Daniel Vorcaro, banqueiro envolvido em um escândalo. As filmagens iniciaram em setembro de 2025 em São Paulo, com planos de cenas complementares no México e nos Estados Unidos. A previsão de estreia é para setembro deste ano.