Brasileiros demonstram pessimismo com rumos da economia, mas otimismo avança em relação a meses anteriores, revela pesquisa Quaest
A nova pesquisa Quaest, divulgada nesta quarta-feira (13), revela que a **maioria dos brasileiros ainda se sente pessimista em relação à economia do país**, mesmo diante de indicadores positivos como a geração de empregos e o crescimento da massa salarial.
O levantamento aponta que 53% dos entrevistados acreditam que o Brasil está na direção errada sob o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em contrapartida, 38% veem um caminho mais certo, e 9% não souberam responder.
Apesar da predominância do pessimismo, a pesquisa destaca uma melhora significativa na avaliação geral em comparação com levantamentos anteriores. Conforme informação divulgada pela Quaest, a conjuntura econômica continua sendo um ponto de preocupação para a população.
Custo de vida e percepção de renda: o dilema do brasileiro
Um dos principais fatores que contribuem para o pessimismo é o aumento do custo de vida, que não tem sido acompanhado pelo crescimento dos salários para 25% dos entrevistados, um aumento em relação aos 22% do levantamento anterior. Outros 31% consideram que a renda aumentou no mesmo patamar do custo de vida.
A percepção sobre o poder de compra nos últimos 12 meses é majoritariamente negativa. 69% dos brasileiros afirmam ter visto uma piora em seu poder de compra, enquanto 19% sentem que está igual e apenas 11% notaram uma melhora.
Alimentos em alta: impacto direto no bolso
Os preços dos alimentos nos supermercados são um dos maiores responsáveis pela insatisfação, com 69% dos entrevistados relatando aumento. Apenas 8% observaram uma queda nos preços.
Dados recentes do IBGE corroboram essa percepção, indicando que os alimentos foram responsáveis pela inflação de 0,67% em abril. O grupo de alimentos e bebidas registrou uma alta de 1,34%, com destaque para o consumo dentro de casa.
Expectativas futuras: um misto de esperança e incerteza
Olhando para o futuro, 40% dos eleitores ouvidos pela pesquisa esperam uma melhora na economia nos próximos meses, um índice que se mantém estável há dois meses. No entanto, a expectativa de que a situação continuará como está aumentou de 23% para 28%.
Por outro lado, 27% dos entrevistados acreditam que a economia vai piorar, uma diminuição em relação aos 32% registrados em abril. A pesquisa ouviu 2.004 brasileiros entre os dias 8 e 11 de maio em 120 municípios, com margem de erro de 2 pontos percentuais.