Ex-prestador de serviços de Daniel Vorcaro é preso em Dubai e deportado para o Brasil pela Polícia Federal
Um **prestador de serviços** ligado ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro foi preso em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, neste sábado (16). Ele é investigado pela Polícia Federal como integrante de um grupo hacker conhecido como “Os Meninos”, especializado em ataques cibernéticos e monitoramento digital ilegal.
O homem, descrito como “executor técnico” e “operador auxiliar”, teve a prisão preventiva decretada na última quinta-feira (14) pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). Ele não havia sido localizado no Brasil até a operação de cooperação internacional.
A Polícia Federal acionou as autoridades dos Emirados Árabes por meio de cooperação internacional. O investigado foi detido no aeroporto e impedido de ingressar no país árabe, sendo deportado e desembarcando no Aeroporto Internacional de Guarulhos (SP) à tarde, onde teve o mandado de prisão cumprido.
“Os Meninos”: o braço tecnológico a serviço de Vorcaro
Segundo a Polícia Federal, o detido fazia parte do grupo hacker “Os Meninos”, um núcleo tecnológico a serviço de Daniel Vorcaro. Em depoimento anterior à 6ª fase da Operação Compliance Zero, ele se apresentou como estudante de computação e desenvolvedor de sistemas, afirmando receber R$ 2 mil mensais de um líder tecnológico de Vorcaro.
Seu trabalho envolvia desde “conserto de computadores” e “deslocamento de veículo para oficina” até o desenvolvimento de software de inteligência artificial. A PF suspeita que ele colocava sua capacidade técnica à disposição do líder do núcleo hacker.
Suspeitas de ocultação de provas e falsificação de documentos
A investigação aponta que, na terceira fase da operação em março, o investigado se dirigiu à residência de seu chefe no grupo hacker e retirou todos os móveis e pertences com um caminhão de mudanças. A Polícia Federal considera essa ação “extremamente relevante”, pois sugere uma tentativa de “supressão de elementos probatórios”.
Ele também é suspeito de falsificar documentos. Em março, policiais rodoviários federais encontraram no carro do chefe do núcleo hacker uma identidade com a foto do auxiliar, mas em nome de um terceiro.
Drogarias como fachada para movimentação financeira ilícita
A Polícia Federal também suspeita que o prestador de serviços tenha recebido pagamentos por meio de duas drogarias das quais figura como sócio. A investigação aponta para a possibilidade de ele ter dado “apoio para circulação dissimulada de valores ligados à atividade ilícita”, utilizando os estabelecimentos comerciais como fachada para lavagem de dinheiro.