Debate Eleitoral no Paraná: Privatizações, Educação e Segurança em Destaque
A ausência do pré-candidato Sergio Moro (PL) no debate promovido pela TV Bandeirantes neste domingo (9) abriu espaço para intensos confrontos entre Requião Filho (PDT) e Sandro Alex (PSD). As discussões centraram-se nas privatizações e obras do governo Ratinho Junior, com Sandro Alex defendendo o legado e Requião Filho questionando os resultados para a população.
Pouco antes do início do debate, Sergio Moro anunciou sua desistência, alegando um suposto acordo entre seus oponentes para orquestrar ataques à sua candidatura. Sem Moro, o atual governo estadual se tornou o principal alvo das críticas e defesas.
Requião Filho iniciou sua participação abordando o alto custo de vida no Paraná, atribuindo parte da culpa ao preço da eletricidade, decorrente da privatização da Copel, e às rodovias pedagiadas. Conforme divulgado pelas fontes, o candidato do PDT afirmou: “Quantas geradoras de energia foram feitas neste governo? Nenhuma. Só a tarifa aumentou. Quem é do agro, da indústria, do povo, sabe disso. Energia cara atrapalha o desenvolvimento econômico de um estado”.
Privatização da Copel: Críticas e Defesas
Em resposta, Sandro Alex defendeu a privatização da Copel, argumentando que foi uma medida necessária para acompanhar o crescimento do estado. Ele atribuiu o aumento dos preços a decisões do governo federal, que, segundo ele, conta com o apoio do PDT, partido de Requião Filho. Alex projetou R$ 23 bilhões em investimentos para o setor energético nos próximos anos e a construção de 50 novas subestações.
Educação em Foco: Escolas Cívico-Militares em Debate
A educação ganhou destaque após o Paraná liderar o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). Sandro Alex elogiou o modelo de escolas cívico-militares, considerado um sucesso por pais e alunos, e prometeu expandir o programa para 500 unidades, com um investimento de R$ 6 bilhões, além de escolas bilíngues. Ele declarou: “Fazemos educação por metodologia, não por ideologia”.
Requião Filho, embora não tenha se posicionado explicitamente contra o modelo, indicou que pretende “rever o modelo”, classificando-o como “um modelo de propaganda” e não pedagógico. Em entrevista posterior ao debate, ele criticou a posição do Paraná no Ideb, argumentando que a perda de autoridade do professor em sala de aula, por não poder expulsar alunos para não prejudicar as notas do Ideb, é um problema.
Segurança Pública e Combate ao Feminicídio
Sandro Alex ressaltou a queda nos índices de criminalidade no Paraná, atribuindo-a a um aumento significativo nos investimentos em segurança. Ele afirmou que o estado elucidou mais crimes que São Paulo e prometeu a contratação de 2 mil novos oficiais, além da abertura de concurso para mais 2 mil vagas.
Por outro lado, Requião Filho criticou a falta de adesão do governo estadual ao programa federal de combate ao feminicídio. O debate também foi marcado por discussões sobre o governo federal, com Sandro Alex se apresentando como “candidato da direita” e criticando medidas do governo do PT, apoiado pelo PDT de Requião Filho. Alex declarou: “O Brasil precisa de mudança. Tudo o que você [Requião Filho] coloca como problema é provocado pelo seu partido, que o senhor apoia, que é o PT. O Paraná precisa de continuidade, o Brasil precisa de mudança”. Requião Filho contrapôs lembrando que o PSD, partido de Alex, possui três ministros no governo Lula.