Advogado de Lulinha: Troca na PF sobre fraudes no INSS não tem viés político, mas oposição desconfia

Advogado de Lulinha: Troca na PF sobre fraudes no INSS não tem viés político, mas oposição desconfia

Resumo

Advogado de Lulinha nega interferência política em troca de comando na investigação da PF sobre fraudes no INSS

O jurista Marco Aurélio de Carvalho, advogado e amigo da família Lula, afirmou nesta sexta-feira (15) que não percebe influência política na recente troca de comando das investigações sobre fraudes no INSS pela Polícia Federal (PF). Ele destacou que o presidente Lula sempre foi um defensor das instituições e que sua relação com a PF reflete essa postura.

Carvalho contrastou a situação atual com a gestão anterior, declarando que o ex-presidente Jair Bolsonaro agiu de forma oposta, buscando controlar a PF para fins político-eleitorais. Essa declaração surge em meio a questionamentos sobre a substituição do delegado Guilherme Figueiredo Silva, que apurava as fraudes previdenciárias e havia solicitado a investigação sobre Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho mais velho do presidente.

A oposição, por sua vez, vê a substituição como um possível sinal de influência política do presidente e demonstra interesse em ouvir o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, para esclarecer os motivos da mudança. Acompanhe os detalhes dessa investigação que envolve supostas triangulações financeiras e empresas de fachada, conforme informações divulgadas e apuradas pela Polícia Federal.

Detalhes da Investigação e Substituição na PF

O delegado Guilherme Figueiredo Silva, que chefiava a Divisão de Repressão a Crimes Previdenciários, era o responsável por conduzir o inquérito sobre as fraudes em aposentadorias desde que o caso chegou ao Supremo Tribunal Federal (STF) devido ao foro privilegiado de alguns investigados. A informação inicial aponta que a substituição teria partido do próprio policial, que desejava retornar a Minas Gerais, seu estado de origem.

No entanto, a Polícia Federal negou que tenha ocorrido uma troca de equipe na Operação Sem Desconto. Segundo a corporação, o que houve foi uma alteração na coordenação da operação, que migrou da Coordenação-Geral de Polícia Fazendária (CGFAZ/DICOR/PF) para a Coordenação de Inquéritos nos Tribunais Superiores (CINQ/CGRC/DICOR/PF).

O Elo de Lulinha e o “Careca do INSS”

A investigação da PF busca apurar um suposto elo entre Lulinha e Antônio Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”. O caso também investiga uma viagem planejada pelo filho do presidente à Espanha, e se há uma triangulação de recursos e o uso de empresas de fachada em um esquema bilionário de fraudes previdenciárias. A CPMI do INSS identificou indícios de crimes como tráfico de influência, lavagem de dinheiro, organização criminosa e corrupção passiva.

O delegado que foi substituído foi o responsável pelo pedido de prisão do “Careca do INSS”. A defesa de Lulinha, por sua vez, tem criticado a condução do caso, alegando falta de embasamento probatório para a investigação e pedindo o arquivamento.

Versão de Lulinha e Movimentações Financeiras

Lulinha admite conhecer o suspeito, Antônio Camilo Antunes, e ter viajado com ele para Portugal. No entanto, ele nega qualquer irregularidade, afirmando que conheceu Antunes por meio de uma amiga em comum e que a viagem tinha como objetivo tratar de negócios relacionados à cannabis medicinal. Os dados obtidos com a quebra de sigilo bancário e fiscal de Lulinha revelaram movimentações financeiras milionárias, que estão sob escrutínio das autoridades na apuração das fraudes no INSS.

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