Flávio Bolsonaro se defende após áudio e promete luta política: ‘Despertaram uma força maior’
O senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), manifestou neste sábado (16) sua determinação em seguir adiante em sua jornada política, após a divulgação de um áudio em que ele solicita recursos a Daniel Vorcaro, empresário investigado por fraudes financeiras, para financiar um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Em discurso em Sorocaba (SP), Flávio Bolsonaro declarou: “Eles me subestimaram, mais uma vez, achando que vão me intimidar, achando que vão me calar. Eles esqueceram de uma coisa. Aqui ó, tem sangue de Bolsonaro! Eu não vou desistir do meu Brasil.”
O senador afirmou que a divulgação do áudio, publicado pelo site Intercept Brasil, apenas fortaleceu sua convicção. “Eles despertaram uma força ainda maior dentro de mim, de lutar pelo meu país”, disse, em meio a aplausos de apoiadores. A declaração marca a primeira manifestação pública do senador após a polêmica repercutir nacionalmente.
Defesa sobre o áudio e detalhes do financiamento
Desde a revelação dos diálogos, na última quarta-feira (13), Flávio Bolsonaro tem se defendido, alegando que o áudio se refere a uma cobrança a Daniel Vorcaro por pagamentos atrasados, referentes a um contrato de financiamento privado para a produção do filme. Segundo a reportagem do Intercept, Vorcaro teria se comprometido a investir US$ 24 milhões na produção, valor que na época equivalia a R$ 134 milhões.
O portal informa que, desse montante, US$ 10,6 milhões (aproximadamente R$ 61 milhões, considerando a cotação da época) teriam sido pagos entre fevereiro e maio de 2025. Os recursos teriam sido transferidos de uma empresa no Brasil para um fundo nos Estados Unidos, conforme detalhado na investigação.
Críticas ao governo e ao STF
Em seu discurso em Sorocaba, Flávio Bolsonaro iniciou sua fala citando uma passagem bíblica sobre a força em tempos difíceis. Em seguida, direcionou suas críticas ao governo do presidente Lula, afirmando que o país está “de pernas para o ar” e que “tudo ao contrário”.
“A gente faz o certo e eles transformam no errado. Eles fazem o errado e querem fazer vocês acreditarem que é o certo. Quem tinha que estar preso está comandando o Brasil. E quem tinha que estar solto é alvo da maior covardia que nós já vimos aqui nesse país”, declarou, em clara referência ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
O senador também criticou o Supremo Tribunal Federal (STF) e o ministro Alexandre de Moraes, em apoio aos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023. Ele qualificou os eventos como uma “maior farsa que a história já viu, capitaneada por um ministro do Supremo Tribunal Federal, para interferir nas eleições, desequilibrar a disputa”.
Promessa de vitória e alusão a Dilma Rousseff
Flávio Bolsonaro prometeu que, em 2026, ele e o presidente Bolsonaro subirão juntos a rampa do Palácio do Planalto. Ele incentivou os presentes a manterem a esperança, afirmando que “a força está do nosso lado, a verdade está do nosso lado”.
Em um momento de sua fala, o senador fez uma alusão a uma declaração atribuída a Lula sobre fazer “o diabo” para se reeleger, mas corrigiu a autoria, dizendo que quem falou isso foi a ex-presidente Dilma Rousseff em 2013. “Lula disse há pouco tempo que ia fazer o diabo para conseguir se reeleger. Ele só esqueceu de uma coisa, ele está com o diabo, a gente está com Deus. E nós vamos vencer, porque o bem sempre vence o mal”, concluiu.