Arrependimento Tímido: Figuras Públicas Lamentam "Carta Branca" ao STF e a Alexandre de Moraes, Mas Falta Culpa Sincera

Arrependimento Tímido: Figuras Públicas Lamentam “Carta Branca” ao STF e a Alexandre de Moraes, Mas Falta Culpa Sincera

Resumo

Alexandre de Moraes e o STF: O Legado de um “Arbítrio” em Debate

Frases como “acatar a palavra derradeira do STF” e “democracia pujante” eram o mantra de muitos. Acreditava-se que a Corte, sob a liderança de Alexandre de Moraes, “enquadraria” qualquer questionamento ao processo eleitoral, tratando críticas à censura como busca por “clique fácil”.

Contudo, um número crescente de personalidades públicas, que outrora apoiaram ou silenciaram diante das ações da Corte, agora manifestam, ainda que timidamente, arrependimento por terem concedido “carta branca” ao ministro.

Essa mudança de postura, no entanto, parece distante de um “mea culpa” sincero. A reportagem da Gazeta do Povo, de Omar Godoy, expõe a lista de “arrependidos tardios”, analisando se essa reviravolta se deve a uma genuína mudança de consciência ou a conveniências políticas, conforme destaca o programa Ouça Essa.

O Custo da “Democracia em Perigo”

Em nome de uma suposta luta contra um “mal maior”, personificado em Jair Bolsonaro e seus apoiadores, aceitou-se um “pior dos males”: um STF que se autoproclama infalível e inimputável, pairando acima da Constituição e das liberdades individuais. Essa narrativa justificou ações que, hoje, geram desconforto.

Figuras como a OAB, Hamilton Mourão, Ciro Gomes, Oriovisto Guimarães, Jorge Kajuru, Arthur Lira, Eduardo Leite e até o influenciador Felipe Neto, em diferentes momentos, “passaram pano”, justificaram ou optaram pelo silêncio conveniente.

Enquanto isso, Alexandre de Moraes avançava com prisões preventivas prolongadas, censura a jornalistas e parlamentares, e condenações genéricas de manifestantes, como no caso do 8 de janeiro, sem a devida individualização das condutas.

Arrependimento Tímido e Conveniência Eleitoral

O “contrato de R$ 129 milhões” da esposa de Alexandre de Moraes e as “conversas suspeitas” do ministro com o dono do Banco Master, no dia de sua prisão, tornaram o apoio incondicional ao magistrado “tóxico”. Esse cenário parece ter catalisado o arrependimento em alguns setores.

No entanto, o arrependimento, em muitos casos, “cheira mais a conveniência eleitoral do que a genuína mudança de consciência”. A realidade é que poucos ainda têm a “coragem de bater de frente” com o ministro ou seus colegas de Corte, que demonstram irritabilidade crescente com as críticas.

O aumento da punição para crimes de ofensa à honra dos próprios ministros, validado pela Corte, é um reflexo dessa sensibilidade exacerbada e da dificuldade em aceitar questionamentos.

O Preço da “Carta Branca” e a Dificuldade da Correção

A “carta branca” concedida a Alexandre de Moraes “não saiu barato”, e a conta “ainda será paga por muitos anos”. O restabelecimento do equilíbrio entre os poderes, o fim da censura e o estabelecimento de limites ao arbítrio não surgirão de “pedidos insinceros de desculpas”.

Aparentemente, “arrepender-se é fácil”. A verdadeira dificuldade reside em “corrigir o mal causado”.

Resta a dúvida sobre quantos desses “alexandristas arrependidos” estarão, de fato, dispostos a agir para reverter os danos institucionais, especialmente aqueles que buscam reeleição nas próximas eleições de outubro.

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