Caso Orelha: Adolescentes Inocentados Após Reviravolta, MP-SC Aponta Doença Preexistente e Falha na Investigação Policial

Caso Orelha: Adolescentes Inocentados Após Reviravolta, MP-SC Aponta Doença Preexistente e Falha na Investigação Policial

Resumo

Reviravolta no Caso Orelha: Adolescentes Inocentados Após Nova Análise

O caso da morte do cão Orelha, que mobilizou o país e reacendeu o debate sobre a maioridade penal, teve uma reviravolta surpreendente. Adolescentes inicialmente acusados pela morte do animal foram inocentados. A nova conclusão aponta para uma doença preexistente como a causa da morte, e não agressões.

Após a reanálise de milhares de arquivos digitais, laudos periciais e a cronologia dos fatos, o Ministério Público de Santa Catarina (MP-SC) pediu o arquivamento do caso. A investigação policial foi criticada por seguir uma linha única com o objetivo de incriminar os jovens.

A comoção gerada pelo caso Orelha pode ter influenciado a investigação inicial. O MP-SC solicitou a exumação do corpo do animal, que não encontrou fraturas ou lesões compatíveis com ação humana. Isso afasta a hipótese de maus-tratos recentes.

Laudos Indicam Doença Óssea Grave

O laudo da exumação revelou sinais de osteomielite, uma infecção óssea crônica, na mandíbula do cão Orelha. Segundo o MP-SC, essa condição era possivelmente relacionada a doenças periodontais avançadas, evidenciadas pelo acúmulo de tártaro nos dentes.

A conclusão técnica, após a análise de dois mil arquivos digitais, é que o grupo de adolescentes não teve contato com Orelha na praia. A morte do cachorro estaria associada a essa condição de saúde preexistente, e não a qualquer tipo de agressão.

Investigação Policial Sob Suspeita

Um inquérito foi aberto na Corregedoria da Polícia Civil de Santa Catarina para apurar a suposta tendência da investigação em incriminar os adolescentes. O MP-SC afirmou que as evidências técnicas e testemunhais indicam que a morte de Orelha, que foi submetido à eutanásia, está associada a uma condição grave e preexistente.

Uma foto do cão após sua morte mostrou que o animal não apresentava ferimentos por objeto contundente. Pelo contrário, as imagens indicavam que Orelha sofria há muito tempo com a doença óssea degenerativa. Inicialmente, quatro jovens foram acusados, mas o número foi reduzido para um suspeito.

A Polícia Civil catarinense se manifestou, afirmando que divulgou todas as medidas dentro do âmbito do inquérito policial. A apuração sobre a condução do trabalho policial segue em andamento.

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