Eduardo Bolsonaro assume "risco financeiro" em filme sobre Bolsonaro, mas nega gestão e acusa "vazamento criminoso" do Intercept

Eduardo Bolsonaro assume “risco financeiro” em filme sobre Bolsonaro, mas nega gestão e acusa “vazamento criminoso” do Intercept

Resumo

Eduardo Bolsonaro rebate acusações sobre produção de filme e alega “risco financeiro” inicial

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) negou veementemente ter atuado como produtor-executivo do filme “Dark Horse”, que narra a trajetória de Jair Bolsonaro. A declaração surge após uma nova reportagem do The Intercept Brasil indicar sua participação direta na produção, o que contraria sua versão anterior de que apenas cedeu direitos de imagem.

Em um vídeo divulgado nas redes sociais, Eduardo Bolsonaro classificou a reportagem do Intercept como um “vazamento seletivo e criminoso”, com o intuito de prejudicar a reputação de seu irmão, Flávio Bolsonaro, pré-candidato à presidência e que lidera pesquisas eleitorais.

A reportagem do Intercept Brasil, baseada em um contrato assinado digitalmente por Eduardo em janeiro de 2024, o identifica, junto com o deputado Mario Frias e a produtora GoUp Entertainment, como produtor-executivo. O documento sugeriria que ele teria autoridade sobre orçamento, financiamento e captação de recursos.

Eduardo Bolsonaro detalha investimento pessoal e nega gestão

Em contrapartida, Eduardo Bolsonaro afirmou ter investido R$ 350 mil de recursos próprios, provenientes de seu curso “Ação Conservadora”, para garantir o contrato inicial com um diretor de Hollywood e o desenvolvimento do roteiro do filme. Ele explicou que esse valor, convertido em aproximadamente US$ 50 mil, foi enviado aos Estados Unidos para assegurar um acordo de dois anos com o diretor.

O ex-deputado ressaltou que o título de produtor-executivo constava em um “contrato antigo” devido a esse **risco financeiro** inicial. Contudo, ele alega ter deixado essa função quando a produção passou a ser estruturada por meio de fundos de investimento, mantendo-se apenas como cedente de direitos de imagem. Eduardo também declarou que foi reembolsado pelos R$ 350 mil investidos.

Filme “Dark Horse” e o envolvimento de Flávio Bolsonaro

O orçamento total estimado para o filme “Dark Horse” varia entre US$ 23 milhões e US$ 26 milhões. Segundo a reportagem, o senador Flávio Bolsonaro teria articulado com Daniel Vorcaro, do Banco Master, um repasse de US$ 24 milhões, com pagamentos previstos a partir de 2025. Parte desses recursos teria sido destinada ao fundo Havengate Development Fund LP, sediado no Texas e controlado por aliados de Eduardo.

Polícia Federal investiga possível uso indevido de recursos

A Polícia Federal estaria investigando se parte dos recursos destinados ao filme foi utilizada para custear despesas pessoais de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos. O ex-deputado nega veementemente essa possibilidade, afirmando que “quem fala que Eduardo Bolsonaro recebeu dinheiro deste fundo que foi criado nos Estados Unidos, está mentindo para você”.

Diálogos atribuídos a Eduardo, datados de março de 2025, sugerem que ele teria orientado intermediários sobre a melhor forma de realizar remessas de dinheiro do Brasil para os Estados Unidos, recomendando envios fracionados para evitar problemas com grandes volumes financeiros.

Eduardo Bolsonaro reitera que não exerceu qualquer função de gestão ou emprego no fundo, apenas cedeu seus direitos de imagem. Ele classificou a história de recebimento de dinheiro do fundo de investimento como “tosca” e sem sustentação.

O ex-deputado insiste que a divulgação de informações pelo Intercept configura um **vazamento criminoso** com o objetivo de prejudicar seu irmão, Flávio Bolsonaro, nas pesquisas para a presidência. Ele defende que a notícia busca **assassinar a reputação** de seu familiar.

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