Flávio Bolsonaro nega veementemente fake news sobre retirada do título de Padroeira do Brasil
O senador Flávio Bolsonaro (PL) veio a público nesta quinta-feira (24) para desmentir uma acusação de que estaria envolvido em um projeto para retirar o título de Nossa Senhora Aparecida como Padroeira do Brasil. A informação falsa, que circula em redes sociais de simpatizantes do PT, foi amplamente repercutida e até mencionada em um programa da Globo News, que posteriormente admitiu o erro e pediu desculpas.
A notícia falsa ganhou força após ser citada pela jornalista Maria Cristina Fernandes, que comentou a última pesquisa Datafolha sobre intenções de voto para a presidência. Segundo ela, haveria um movimento na Igreja Católica em reação a evangélicos ligados a Bolsonaro, com a articulação de um projeto de lei para tal fim, o que poderia impactar eleitores católicos favoráveis a Lula.
A pesquisa Datafolha, citada no contexto, entrevistou 2.002 pessoas entre 22 e 23 de setembro de 2026, com margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%. O levantamento foi contratado pela Folha de S.Paulo e pelo Grupo Globo de Comunicação e registrado no TSE sob o número BR-00304/2026.
Boato antigo ressurge com roupagem eleitoral
Em resposta direta às acusações, Flávio Bolsonaro publicou um vídeo em suas redes sociais, afirmando estar surpreso com a “mentira” e a “fake news” disseminada pela “milícia do PT”. Ele classificou a alegação como sem fundamento e inexistente, reiterando que o PT utiliza a mentira como estratégia política. “Chegou ao poder pela mentira, mas a gente vai tirar ele pela verdade”, declarou o senador.
Projeto de lei de 2008 é distorcido para atacar Flávio Bolsonaro
As mensagens que acusam Flávio Bolsonaro de querer retirar o título de Padroeira do Brasil de Nossa Senhora Aparecida baseiam-se em informações sobre um projeto de lei arquivado em agosto de 2008. O PL 2.623/2007, de autoria do então deputado federal Professor Victório Galli, propunha alterar a lei do feriado de 12 de outubro, substituindo a expressão “padroeira do Brasil” por “padroeira dos brasileiros católicos apostólicos romanos”. É importante ressaltar que Flávio Bolsonaro não tem qualquer relação com essa proposta antiga.
Histórico de boatos contra a família Bolsonaro
Esta não é a primeira vez que boatos tentam explorar a proximidade da família Bolsonaro com o eleitorado evangélico para descontentar eleitores católicos. Em 2022, uma notícia falsa de que o então presidente Jair Bolsonaro pretendia acabar com o feriado de Nossa Senhora Aparecida viralizou nas redes sociais. O texto afirmava que um grupo de trabalho estaria elaborando um projeto de lei para extinguir o feriado a partir de 2023.
Na ocasião, tanto Jair Bolsonaro quanto Flávio Bolsonaro desmentiram a informação. O senador declarou nas redes sociais: “Bolsonaro nunca acabaria com um feriado religioso. Nós somos os verdadeiros cristãos”. A disseminação desses boatos em períodos eleitorais demonstra uma estratégia recorrente para influenciar a opinião pública.