Cláudio Castro se defende de acusações da PF sobre esquema de impostos na Refit e insinua motivação eleitoral

Cláudio Castro se defende de acusações da PF sobre esquema de impostos na Refit e insinua motivação eleitoral

Resumo

Cláudio Castro nega envolvimento em esquema de sonegação fiscal e critica operação da PF

O ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, rompeu o silêncio após a deflagração da Operação Sem Refino pela Polícia Federal, que o investiga por um suposto esquema de sonegação de impostos envolvendo o setor de combustíveis e a refinaria Refit. Em um vídeo divulgado nas redes sociais, Castro classificou as acusações como “ilações irresponsáveis” e buscou desconstruir os argumentos da investigação.

Castro, que é pré-candidato ao Senado, argumentou que sua gestão foi a única a obter sucesso na cobrança de impostos da Refit, uma das maiores devedoras contumazes do país. Ele destacou a recuperação de mais de R$ 1 bilhão aos cofres públicos através de um acordo firmado durante seu período no governo estadual.

A defesa do ex-governador também aponta para a proximidade das eleições como um possível fator motivador para a ação da Polícia Federal. “Em anos de eleição, infelizmente, esse expediente sempre é usado. Isso é triste, muito triste”, afirmou, reiterando sua confiança na justiça brasileira.

Investigação aponta “participação estreita” e viagem custeada pela Refit

A investigação da PF sugere uma “participação estreita” de Cláudio Castro com o empresário Ricardo Magro, dono da Refit. Um dos pontos levantados é uma viagem a Nova York que teria sido patrocinada pela refinaria. Castro rebateu essa alegação, explicando que sua presença nos Estados Unidos ocorreu em razão de um fórum promovido pela revista Veja.

Segundo o ex-governador, o evento contou com a participação de diversas autoridades do Legislativo e do Judiciário, incluindo o ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal (STF), Luíz Roberto Barroso. “O que tenho a ver com o patrocinador privado de um evento promovido por uma revista?”, questionou Castro, minimizando o suposto conflito de interesses.

Lei sancionada sob medida para a Refit é alvo de críticas

Outro pilar da acusação da Polícia Federal é a sanção da Lei Complementar 225/2025, que, segundo a PF, teria sido elaborada “sob medida” para permitir a renegociação das dívidas da Refit. Cláudio Castro, no entanto, defende que a lei seguiu uma recomendação do Conselho Nacional de Secretários de Fazenda (Confaz) e foi aprovada por unanimidade pelos 27 estados.

O ex-governador enfatizou que a Refit já possuía um acordo de pagamento com o Estado antes mesmo da criação da referida lei, o que, em sua visão, “prova que não há relação entre os fatos”. A operação, autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, resultou no bloqueio de aproximadamente R$ 52 bilhões em ativos financeiros e na suspensão das atividades das empresas investigadas.

Operação Sem Refino: um resumo dos fatos

A Operação Sem Refino foi deflagrada pela Polícia Federal com o objetivo de desarticular um esquema de sonegação fiscal no setor de combustíveis, que teria beneficiado a refinaria Refit. A investigação aponta para uma atuação direcionada da máquina pública do Rio de Janeiro como “extensão da estrutura empresarial” da Refit.

Cláudio Castro nega veementemente as acusações, apresentando sua gestão como responsável por garantir a recuperação de valores expressivos para o Estado. A defesa também levanta a suspeita de que a operação possa ter motivações eleitorais, dada a proximidade do período eleitoral.

A decisão de bloquear ativos financeiros e suspender atividades empresariais foi tomada pelo ministro Alexandre de Moraes, com base nas evidências apresentadas pela Polícia Federal. O caso continua em andamento, com novas informações sendo aguardadas.

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