Valdemar Costa Neto, presidente do PL, sinaliza possível cargo para Eduardo Bolsonaro em governo de Flávio Bolsonaro em 2026
O cenário político para as eleições presidenciais de 2026 já começa a ser desenhado nos bastidores. Valdemar Costa Neto, líder nacional do Partido Liberal (PL), trouxe à tona uma possibilidade que pode agitar o meio político: Eduardo Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, poderia integrar um eventual governo comandado pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A declaração, feita em entrevista à Revista Oeste, destaca a percepção de Costa Neto sobre a **influência política** e a **força eleitoral** de Eduardo, mesmo com sua residência nos Estados Unidos.
Costa Neto ressaltou que Eduardo Bolsonaro, apesar de viver no exterior desde o início de 2025, mantém um **prestígio considerável**. O presidente do PL acredita que essa influência se traduz em **potencial eleitoral**, que poderia ser fundamental em um projeto de poder da direita. A declaração surge em um momento de discussões sobre o futuro do grupo político.
A avaliação de Valdemar Costa Neto sobre a relevância de Eduardo Bolsonaro no espectro político se baseia em seu desempenho passado. Ele mencionou como o ex-deputado federal, em sua última campanha, **contribuiu significativamente para a votação de outros candidatos do PL**, demonstrando sua capacidade de mobilizar eleitores e ampliar o alcance da legenda. Essas observações foram feitas em entrevista à Revista Oeste.
Eduardo Bolsonaro: Força eleitoral e prestígio político mantidos
Valdemar Costa Neto enfatizou a **persistência da força eleitoral de Eduardo Bolsonaro**, mesmo que ele resida nos Estados Unidos desde o início de 2025. O presidente do PL afirmou que uma pesquisa em São Paulo revelaria a **expressiva popularidade** do ex-deputado. “O Eduardo é diferente”, declarou Costa Neto, ressaltando o **prestígio** que ele ainda detém no cenário político nacional.
O líder do PL relembrou a **performance de Eduardo Bolsonaro nas eleições para a Câmara dos Deputados**, destacando sua capacidade de **puxar votos para outros candidatos da legenda**. “Ele teve uma grande votação”, pontuou Costa Neto, evidenciando o papel de Eduardo na **ampliação da base eleitoral** do partido em campanhas anteriores e seu potencial impacto futuro.
Declarações de Costa Neto ocorrem em meio a processo na PF
As afirmações de Valdemar Costa Neto sobre o futuro de Eduardo Bolsonaro no PL foram feitas um dia após a conclusão de um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) pela Polícia Federal. A PF encaminhou ao Ministério da Justiça um parecer **favorável à demissão de Eduardo Bolsonaro** de seu cargo de escrivão. O procedimento foi instaurado em janeiro, após a constatação de **faltas injustificadas ao trabalho**.
Segundo a corporação, a ausência prolongada de Eduardo Bolsonaro pode configurar **abandono de função**. Essa situação se soma a outros desdobramentos em sua carreira pública. Anteriormente, em dezembro de 2025, Eduardo **perdeu o mandato de deputado federal** por decisão do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), também sob a alegação de abandono de função.
Eduardo Bolsonaro: Retorno ao Brasil condicionado a cenário favorável
Eduardo Bolsonaro reside nos Estados Unidos desde o final de fevereiro de 2025, alegando **perseguição política** contra ele e sua família. Caso opte por retornar ao Brasil, o ex-deputado precisará lidar com as consequências de uma condenação imposta pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A Corte entendeu que ele utilizou sua atuação nos Estados Unidos para **exercer pressão sobre ministros** durante o julgamento de uma ação penal contra seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Em 20 de maio, Eduardo Bolsonaro anunciou ter recebido um **green card** concedido pelo governo dos Estados Unidos, que garante residência permanente, permissão para trabalhar e acesso a benefícios estaduais. Apesar da autorização de permanência, ele declarou a intenção de **voltar ao Brasil quando considerar que haverá condições favoráveis** para seu retorno, indicando que sua decisão está atrelada a um contexto político e pessoal específico.