Hugo Motta e Veneziano Vital do Rêgo: presidente da Câmara aciona senador no STF por calúnia e difamação

Hugo Motta aciona Veneziano no STF por calúnia e difamação

Hugo Motta apresenta queixa-crime no STF contra Veneziano por calúnia, injúria e difamação após posts sobre o Banco Master. Entenda o embate no Senado.

Resumo

Hugo Motta e Veneziano Vital do Rêgo: presidente da Câmara aciona senador no STF por calúnia e difamação

A disputa pelas duas vagas da Paraíba no Senado ganhou um novo capítulo, agora no Supremo Tribunal Federal. O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos), apresentou nesta quarta-feira (30) uma queixa-crime contra o senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB), candidato à reeleição, pelos crimes de calúnia, injúria e difamação.

A ação foi levada ao STF porque Veneziano, como senador, tem foro no tribunal. O caso chega a quatro dias do primeiro turno, marcado para domingo (4).

O que motivou a queixa-crime

Segundo a peça apresentada por Motta, Veneziano publicou no Instagram conteúdos em que afirma que o deputado estaria comprando o apoio de lideranças políticas com recursos ligados ao Banco Master, instituição que está no centro de investigações envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro.

Para o presidente da Câmara, as declarações não têm base e ultrapassam o limite do debate eleitoral. Em manifestação pública, Motta afirmou que as eleições não podem se transformar em palco de mentiras, calúnias e difamações, nem de declarações fora de contexto. Ele também classificou a postura do senador como sinal de desespero na reta final da campanha.

Até a publicação desta matéria, Veneziano não havia se manifestado publicamente sobre a queixa-crime.

Ação na Justiça Eleitoral veio antes

O movimento de Motta responde a uma ofensiva iniciada pelo próprio Veneziano. No início desta semana, veio a público uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) movida pelo senador que pede a cassação do registro — ou de um eventual diploma — de Nabor Wanderley (Republicanos), candidato ao Senado apoiado por Motta, além de penalidades ao presidente da Câmara.

A ação sustenta que recursos ligados ao caso do Banco Master teriam produzido efeitos na política paraibana, citando uma operação de crédito e a adesão de cerca de 180 prefeitos à candidatura de Nabor. Até o momento, não há decisão de mérito contra nenhum dos citados, e os argumentos ainda serão analisados pela Justiça Eleitoral.

O cenário da disputa pelo Senado

Neste ano, cada eleitor paraibano vota em dois nomes para o Senado. A disputa reúne, entre outros, o ex-governador João Azevêdo (PSB) e Nabor Wanderley, que caminham juntos com apoio de Hugo Motta, e Veneziano, que tenta renovar o mandato com o apoio do presidente Lula, que gravou vídeo pedindo voto para o senador nesta semana.

Como são duas vagas em jogo, a briga pela segunda cadeira tende a ser mais apertada — e é justamente nela que Veneziano e Nabor se enfrentam de forma mais direta. Isso ajuda a explicar a escalada de tom nos últimos dias.

Leitura de cenário

A troca de ações judiciais mostra que a disputa pelo Senado deixou de ser travada apenas no palanque e na propaganda. De um lado, Veneziano aposta em associar o grupo adversário ao caso Banco Master para mobilizar o eleitor indeciso. De outro, Motta reage rapidamente e leva o caso ao STF para evitar que a acusação se consolide na reta final.

Na prática, nenhuma das duas ações deve ter desfecho antes de domingo. O efeito imediato é político: o tema passa a dominar o noticiário da última semana e obriga os dois lados a gastar energia explicando suas posições. Quem conseguir transformar o embate em voto sai na frente na corrida pela segunda vaga.

O Jogo Político PB segue acompanhando os desdobramentos no STF e na Justiça Eleitoral.

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