
O governador Lucas Ribeiro (PP) afirmou que a senadora Daniella Ribeiro, sua mãe, tem experiência e “muito a contribuir” com o país caso seja convidada pelo presidente Lula (PT) para integrar o governo no quarto mandato. A declaração foi dada na noite desta quarta-feira (28), três dias depois da reeleição do petista.
“Ainda é cedo”
Apesar do elogio, Lucas fez questão de baixar a expectativa. Segundo ele, ainda é cedo para tratar de convites, já que Lula foi reeleito no domingo (25) e a montagem da nova equipe ainda não começou de fato.
O governador classificou como naturais as especulações em torno do nome de Daniella, mas disse que não conversou com o presidente sobre a existência de um cargo. “Mas não conversei com ele se de fato existe o espaço”, afirmou.
Mais paraibanos em Brasília
Lucas disse esperar que a Paraíba amplie a presença no governo federal. Ele lembrou que o estado já tem representantes no Ministério do Turismo, na Caixa e no Banco do Brasil. “E quanto mais paraibanos, mais importante é essa presença para nós”, declarou.
O nome de Daniella já vinha sendo citado nos bastidores entre os paraibanos que podem ganhar espaço na Esplanada, ao lado de outros nomes do estado com peso em Brasília, como o deputado Aguinaldo Ribeiro e o presidente da Câmara, Hugo Motta, que busca a recondução ao cargo.
Parceria com o Planalto
O governador também afirmou que a atenção de Lula com a Paraíba não depende de indicações para cargos. Como exemplo, contou que procurou o Ministério da Fazenda para acelerar a assinatura do contrato de um projeto considerado estratégico para o estado, e defendeu a continuidade da parceria institucional com o presidente.
Lucas coordenou a campanha de Lula na Paraíba no segundo turno, mesmo com o PP nacional apoiando outro candidato, e o petista venceu nos 223 municípios do estado.
Leitura do Jogo Político
Com o resultado forte de Lula no estado e o papel de articulador assumido por Lucas, a Paraíba chega à montagem do novo governo com crédito político. A fala do governador sinaliza disposição, mas sem pressão pública: a decisão sobre ministérios é do presidente, e o calendário da Esplanada ainda deve se arrastar até perto da posse, em 5 de janeiro.