
O senador Efraim Filho reúne nesta quarta-feira (7) a bancada federal aliada para afinar a estratégia de Flávio Bolsonaro na Paraíba no 2º turno da eleição presidencial, marcado para 25 de outubro. O convite foi feito aos deputados federais que estiveram no mesmo palanque no 1º turno, entre eles George Morais e Cabo Gilberto Silva.
A meta foi anunciada pelo próprio senador: chegar a 1 milhão de votos para Flávio no estado. “Chegaremos a 1 milhão de votos, a gente já mostrou essa capacidade de crescimento”, afirmou Efraim, ao comentar o desempenho do grupo no domingo (4).
O ponto de partida
No 1º turno, Flávio Bolsonaro somou cerca de 831 mil votos na Paraíba, o equivalente a 33% dos votos válidos. O presidente Lula venceu com folga no estado, com 1.541.127 votos (61,31%). Para alcançar a meta de Efraim, a candidatura de oposição precisaria acrescentar perto de 170 mil votos em menos de três semanas.
O número de Flávio já representou um avanço em relação a 2022: foram cerca de 115 mil votos a mais do que Jair Bolsonaro teve no 1º turno daquela eleição, o que anima os aliados a apostar em novo crescimento.
O papel de Efraim
Segundo colocado na disputa pelo Governo da Paraíba, Efraim sai das urnas como a principal referência da oposição no estado. Com mandato no Senado até 2031, ele assume agora a coordenação política da campanha presidencial no território paraibano, função que reforça sua posição para os próximos ciclos eleitorais.
A reunião desta quarta deve definir a divisão de tarefas entre os parlamentares, com foco nas regiões onde cada um tem base eleitoral, além de agenda de visitas e mobilização de lideranças municipais.
O que vem pela frente
O calendário do 2º turno é curto. A propaganda eleitoral no rádio e na TV volta a ser exibida nos próximos dias, e as campanhas têm até a véspera da votação para atos públicos. Nesse período, a tendência é de que os parlamentares aliados concentrem agendas no interior, onde a presença de lideranças locais costuma fazer diferença na mobilização do eleitor.
Outro desafio é manter mobilizados os eleitores que já votaram em Flávio no 1º turno e conquistar parte de quem optou por outros candidatos ou não compareceu. Na Paraíba, mais de 564 mil eleitores aptos faltaram às urnas no domingo (4), um contingente que entra no radar das duas campanhas.
Leitura do Jogo
A Paraíba é um dos estados do Nordeste em que Lula tem vantagem mais confortável, e dificilmente o resultado local mudará de lado. A disputa real é pela margem: num 2º turno nacional apertado, cada voto reduzido na diferença pesa na conta final. É nesse cenário que Efraim tenta mostrar força de articulação e manter a oposição organizada depois da eleição estadual.
Do outro lado, o grupo governista, liderado pelo governador Lucas Ribeiro e pelo senador eleito João Azevêdo, também anunciou mobilização para ampliar a vitória de Lula. O resultado de 25 de outubro vai servir de termômetro para as duas forças que saíram mais fortes das urnas na Paraíba.