Senador Efraim Filho discursa na tribuna; arte do Jogo Político sobre facções e a PEC da Segurança

PEC da Segurança: Efraim Filho cobra reação às facções e cita bairros da Paraíba

PEC da Segurança: Efraim Filho defende que o combate às facções seja o eixo da proposta e cita o domínio do crime em bairros da Paraíba.

Resumo

Senador Efraim Filho discursa na tribuna; arte do Jogo Político sobre facções e a PEC da Segurança

O senador Efraim Filho defendeu nesta terça-feira (3) que o combate às facções criminosas seja o eixo central da PEC da Segurança Pública, proposta que entrou na pauta do plenário do Senado. Em entrevista ao programa Correio Debate, da Rádio Correio FM, o parlamentar paraibano levou para o debate nacional a realidade de bairros de João Pessoa e de outras cidades do estado.

“Isso é trégua”, diz Efraim

Segundo o senador, há áreas na Paraíba sob domínio territorial de organizações criminosas, onde comerciantes são obrigados a pagar taxas para manter os estabelecimentos funcionando.

“Isso não é segurança, isso é trégua, e trégua com crime organizado não pode acontecer”, afirmou Efraim.

Para ele, o texto em discussão no Congresso precisa estabelecer como prioridade uma reação efetiva do Estado contra essas organizações, e não apenas ajustes administrativos no sistema de segurança.

O que prevê a PEC da Segurança

A PEC 18/2025 foi aprovada pela Câmara dos Deputados em março e concluiu a tramitação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado em 14 de outubro. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, marcou a análise em plenário para esta terça, como primeiro item da pauta.

Entre os principais pontos da proposta estão:

  • penas mais duras e regimes prisionais mais rígidos para líderes de facções e milícias;
  • ampliação da atuação da Polícia Federal sobre crimes de alcance interestadual ou internacional;
  • possibilidade de criação de novas forças municipais de segurança;
  • um novo pacto federativo entre União, estados e municípios no enfrentamento ao crime;
  • base para a criação do futuro Ministério da Segurança Pública.

Maioridade penal é o ponto de impasse

A principal divergência entre os senadores envolve a redução da maioridade penal. O senador Rogério Marinho propôs reduzir a idade para 16 anos como regra geral e para 14 anos em crimes hediondos. Já o senador Camilo Santana apresentou proposta de redução para 16 anos apenas nos casos de crimes hediondos.

Por se tratar de emenda à Constituição, a PEC precisa ser aprovada em dois turnos de votação no Senado. O governo trata a proposta como uma de suas prioridades no Congresso até o fim do ano.

Leitura do Jogo Político

Ao trazer exemplos de bairros paraibanos, Efraim Filho aproxima o debate constitucional da rotina de quem vive nas periferias e de quem empreende nas cidades do estado. A fala também reforça a presença da bancada da Paraíba em uma das votações mais aguardadas do Senado neste fim de ano. O desfecho em plenário vai indicar se o foco no crime organizado prevalece sobre a disputa em torno da maioridade penal.

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