Arte: Cícero aciona Lucas no TRE-PB e acusa campanha de compra de votos

Cícero aciona Lucas no TRE-PB e acusa campanha de compra de votos

Compra de votos: Cícero Lucena aciona Lucas Ribeiro no TRE-PB com Aije e pede cassação; governador diz que adversários estão desesperados.

Resumo

Arte: Cícero aciona Lucas no TRE-PB e acusa campanha de compra de votos

A quatro dias do primeiro turno, a disputa pelo Governo da Paraíba ganhou um novo capítulo, desta vez na Justiça Eleitoral. A campanha de Cícero Lucena (MDB) protocolou nesta quarta-feira (30), no Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB), uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (Aije) contra o governador e candidato à reeleição Lucas Ribeiro (Progressistas) e a candidata a vice na chapa, Lígia Feliciano.

A ação aponta suposta compra de votos e abuso de poder político e econômico. Até o momento, não há decisão da Justiça Eleitoral sobre o pedido.

O que diz a ação

Segundo a campanha de Cícero, uma plataforma digital teria sido usada para organizar visitas a eleitores e registrar pedidos feitos por eles, transformando essas demandas em “compromissos” da campanha, com identificação dos beneficiários. As abordagens teriam ocorrido em João Pessoa, Bayeux e Cabedelo.

De acordo com os números apresentados pelos autores da ação, o sistema reunia mais de 8,5 mil abordagens a eleitores e cerca de 1,7 mil demandas individualizadas. Entre os pedidos catalogados estariam consultas, exames, cirurgias, botijões de gás, tijolos e vagas de emprego. A ação também afirma que nomes de servidores estaduais aparecem entre os colaboradores cadastrados na plataforma.

O advogado Walter Agra, que representa a campanha do MDB, informou que o material foi obtido a partir de denúncia de um participante e que, depois que a plataforma saiu do ar, os dados foram encaminhados ao Ministério Público Eleitoral.

O que a ação pede

A Aije pede a cassação do registro de candidatura ou do diploma de Lucas Ribeiro e Lígia Feliciano, aplicação de multa e a declaração de inelegibilidade por oito anos. Ações desse tipo costumam tramitar por semanas ou meses e dependem de produção de provas, manifestação das partes e parecer do Ministério Público antes de qualquer julgamento.

A resposta de Lucas

Em entrevista a uma emissora de rádio da capital, Lucas Ribeiro reagiu à ofensiva. O governador afirmou que os adversários “estão desesperados” e acusou a oposição de atacar “de qualquer forma” e de transformar a eleição em espetáculo. Ele não detalhou uma resposta ponto a ponto às acusações apresentadas na ação.

Leitura de cenário

A judicialização é um movimento comum na reta final das campanhas. Nos últimos dias, a disputa paraibana já vinha subindo de tom: no último debate na TV, Lucas foi o principal alvo de Cícero Lucena e Efraim Filho, e a briga pelo Senado também foi parar nos tribunais.

Na prática, uma Aije protocolada a poucos dias da votação dificilmente terá desfecho antes do domingo (4). O efeito imediato é político: a oposição tenta pautar a última semana com o tema, enquanto o governo aposta em classificar a iniciativa como gesto de desespero de quem está atrás na corrida.

Nos bastidores, a avaliação é que os próximos dias devem trazer novas manifestações das duas campanhas e, possivelmente, do Ministério Público Eleitoral, que já recebeu o material. O caso seguirá no TRE-PB independentemente do resultado das urnas.

O Jogo Político PB continua acompanhando o caso e os desdobramentos da reta final da eleição na Paraíba.

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