
O eleitor paraibano volta às urnas no domingo, 25 de outubro, mas desta vez com uma única escolha a fazer: o presidente da República. No estado, todas as outras disputas foram resolvidas no 1º turno, no último domingo (4). Lucas Ribeiro (PP) foi reeleito governador, João Azevêdo (PSB) e Veneziano Vital do Rêgo (MDB) ficaram com as vagas no Senado, e as bancadas da Câmara e da Assembleia já estão definidas.
O placar do 1º turno
No resultado nacional, Flávio Bolsonaro (PL) terminou à frente, com 47,04% dos votos válidos, o equivalente a 56.095.679 votos. Lula (PT) ficou com 45,15%, ou 53.838.430 votos. A diferença entre os dois foi de cerca de 2,3 milhões de votos. Augusto Cury (Avante), Renan Santos (Missão) e Ronaldo Caiado (PSD) vieram em seguida, cada um com menos de 3%.
Na Paraíba, o cenário foi o oposto. Lula venceu com folga, com 61,31% dos votos válidos, ou 1.539.362 votos, contra 33,07% de Flávio Bolsonaro, que teve 830.412. A vantagem de quase 709 mil votos no estado ajudou a reduzir a distância nacional entre os dois.
O que o eleitor precisa saber para o dia 25
- Horário: a votação vai das 8h às 17h, no mesmo local de votação do 1º turno.
- Um só voto: na urna, aparece apenas a escolha para presidente.
- Documentos: vale o e-Título com foto ou um documento oficial com foto.
- Quem faltou no 1º turno pode votar normalmente no 2º. Cada turno é uma eleição independente, e a ausência no domingo (4) precisa ser justificada separadamente, até 3 de dezembro.
Leitura do Jogo Político
Com cerca de dois pontos percentuais separando os candidatos no país, o 2º turno tende a ser decidido no detalhe, e os estados onde cada um teve vantagem larga entram no centro da estratégia. Para a campanha de Lula, o desafio no Nordeste é manter, ou ampliar, as margens do 1º turno e evitar queda no comparecimento. Para a de Flávio Bolsonaro, o objetivo é reduzir a distância em estados onde ficou para trás, como a Paraíba.
Sem disputa local em jogo, a mobilização no estado dependerá mais das lideranças políticas e dos apoios declarados nas próximas semanas. Governador reeleito, senadores, deputados e prefeitos devem ser cobrados a se posicionar, e o tamanho do engajamento de cada grupo será um dos fatores a acompanhar até o dia 25.