
Reeleito no primeiro turno com 64,30% dos votos válidos, o governador Lucas Ribeiro (PP) começou a desenhar as prioridades do novo mandato. Em entrevista à TV nesta semana, ele apontou a entrega de novos hospitais no interior como uma das principais metas e reforçou que a segurança pública continuará no topo da agenda do governo.
Saúde descentralizada
Lucas quer avançar na descentralização da rede hospitalar, com unidades construídas fora de João Pessoa. Dois equipamentos lideram a lista: o Hospital de Trauma do Sertão e o Hospital da Mulher de Campina Grande. A expectativa do governo é entregá-los em 2027.
O governador, no entanto, evitou cravar um mês. “Eu nunca me permito falar uma data específica porque obras têm contratempos”, explicou, lembrando que construtoras podem pedir ajustes de prazo ao longo da execução.
Presídios fora das áreas urbanas
Na segurança pública, Lucas garantiu a retirada de unidades prisionais de dentro das cidades, como a que funciona no bairro de Mangabeira, em João Pessoa. A ideia é construir um novo complexo prisional para receber os detentos. “A gente vai retirar presídios de áreas urbanas”, afirmou.
“Um tema que vai continuar sendo prioridade é Segurança Pública, o combate ao crime organizado”, completou o governador. Ele citou uma operação recente da Polícia Civil em parceria com o Ministério Público que prendeu um suspeito de liderar crimes violentos na capital.
O mandato que começa em 2027
Lucas foi reeleito com 1.470.252 votos e terá novamente Lígia Feliciano como vice. O resultado folgado deu ao governador uma base ampla na Assembleia Legislativa e margem para tocar projetos de longo prazo, como as obras de saúde e o novo sistema prisional.
Leitura do Jogo
Ao colocar hospitais regionais e segurança pública na vitrine, Lucas fala ao mesmo tempo com o interior, que cobra atendimento de saúde mais perto de casa, e com a capital, onde a violência e a presença de presídios em bairros populosos são queixas antigas. A cautela ao não fixar datas mostra um governador atento ao risco de promessas não cumpridas em um mandato que já nasce com expectativas altas.