Campina Grande decreta emergência por causa da seca na zona rural

Campina Grande decreta emergência por seca na zona rural por 180 dias

Campina Grande decreta situação de emergência por causa da seca na zona rural. Decreto vale por 180 dias e libera ações de abastecimento de água.

Resumo

Campina Grande decreta emergência por causa da seca na zona rural

A Prefeitura de Campina Grande decretou situação de emergência por causa da estiagem prolongada que atinge a zona rural do município. O Decreto nº 5.067/2026, assinado pelo prefeito Bruno Cunha Lima, foi publicado no Semanário Oficial no domingo (11) e tem validade de 180 dias.

A medida reconhece que a falta de chuva já provoca prejuízos importantes à agricultura e à pecuária e que o volume de precipitações não tem sido suficiente para garantir o abastecimento contínuo de água nas comunidades rurais, nem no médio nem no longo prazo.

O que muda com o decreto

Com a situação de emergência reconhecida, a prefeitura passa a ter instrumentos mais ágeis para agir. O decreto autoriza:

  • reforço no abastecimento de água para os moradores das áreas atingidas;
  • assistência aos animais afetados, incluindo a alimentação dos rebanhos;
  • abertura de crédito extraordinário para custear as ações de resposta;
  • convocação de voluntários para apoiar o trabalho na zona rural.

O texto deixa claro que a emergência vale apenas para as áreas comprovadamente afetadas. A identificação dessas localidades será feita por meio do Formulário de Informações do Desastre (Fide) e de um croqui da área, documentos usados pela Defesa Civil para registrar e dimensionar os danos.

Base técnica da Defesa Civil

O decreto se apoia no Parecer Técnico nº 002/2026 da coordenação municipal de Defesa Civil e enquadra o caso na classificação oficial de estiagem usada em todo o país. Segundo a justificativa, a falta de água altera a rotina da zona rural e pesa mais sobre as famílias de menor renda, que dependem diretamente da produção no campo e das fontes locais de abastecimento.

Por que o decreto importa

Na prática, a situação de emergência é a porta de entrada para respostas mais rápidas. Ela permite à prefeitura mobilizar recursos com menos burocracia e é o primeiro passo para pedir o reconhecimento da situação ao Governo do Estado e ao Governo Federal, o que pode abrir acesso a apoio extra, como reforço na distribuição de água por carros-pipa e programas de socorro a produtores rurais.

Campina Grande é a segunda maior cidade da Paraíba e polo do Compartimento da Borborema, mas tem uma zona rural extensa, com distritos e comunidades que sentem primeiro os efeitos da falta de chuva no semiárido. Os meses do segundo semestre costumam ser os mais secos na região, o que aumenta a pressão sobre poços, cisternas e pequenos reservatórios.

Leitura do Jogo Político

O decreto é uma medida administrativa esperada para o período, mas tem peso político: coloca a convivência com a seca na agenda da gestão municipal e cria a base formal para buscar parceria com o Estado e com a União. O teste agora é de execução. Com 180 dias pela frente, a cobrança dos moradores da zona rural será por água chegando com regularidade e por apoio concreto a quem vive da agricultura e da criação de animais.

O Jogo Político PB vai acompanhar a lista de localidades atendidas e as ações que serão anunciadas a partir do decreto.

Foto: Gustavo Gomes/Agência Brasil (imagem ilustrativa do semiárido)

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