Temer defende indicação de Alexandre de Moraes ao STF e diz que sem ele eleições de 2022 talvez não tivessem ocorrido

Temer defende indicação de Alexandre de Moraes ao STF e diz que sem ele eleições de 2022 talvez não tivessem ocorrido

Resumo

Michel Temer defende a atuação de Alexandre de Moraes no STF e ressalta importância para as eleições de 2022

O ex-presidente Michel Temer (MDB) declarou nesta terça-feira (17) que não se arrepende de ter indicado o ministro Alexandre de Moraes ao Supremo Tribunal Federal (STF). Em sua avaliação, a atuação do ministro foi fundamental para a realização das eleições presidenciais de 2022.

Durante sua fala no Fórum Pensa Brasil, promovido pela BandNews TV, Temer reconheceu que existem críticas sobre excessos nas decisões do STF, mas fez questão de defender a escolha de Moraes.

“Se diz que há exagero nas decisões, no caso do ministro Alexandre, nomeei e confesso que não me arrependo. Se não fosse ele no passado recente talvez não tivéssemos eleições no país”, afirmou o ex-presidente. A declaração foi feita em meio a debates sobre a atuação do Judiciário em questões políticas e eleitorais.

A coragem jurídica e pessoal de Alexandre de Moraes

Temer destacou a “coragem jurídica e até pessoal extraordinárias” do ministro Alexandre de Moraes. Ele lembrou que, durante as eleições de 2022, Moraes ocupava a presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), um cargo de grande responsabilidade em um período eleitoral sensível.

O ex-presidente também abordou as críticas direcionadas a Moraes em casos de grande repercussão, como o inquérito das fake news e as investigações sobre a suposta tentativa de golpe de Estado. Ele ressaltou que as críticas não vêm apenas das redes sociais, mas também da imprensa brasileira.

Liberdade de expressão e a atuação do Supremo

“Interessante que não são só redes sociais, a crítica vem de um setor com mais credibilidade, que é a imprensa brasileira”, observou Temer. Ele complementou, “Quando se fala que a ‘liberdade de expressão tem que ser plena’, tem que ser plena, tanto é plena que a imprensa critica muitas vezes o que o Supremo faz”.

Sobre a longa tramitação do inquérito das fake news, que completou sete anos em 2026, Temer expressou sua crença de que o caso será encerrado em “brevíssimo tempo”. A declaração sugere uma expectativa de resolução para uma das investigações mais longas e complexas do STF.

Democracia brasileira: consolidada, mas doente

O presidente do PSD, Gilberto Kassab, presente no evento, compartilhou sua visão sobre a democracia brasileira. Segundo ele, o sistema democrático está “consolidado, mas doente”. Kassab enfatizou a necessidade de aperfeiçoar a relação entre o Judiciário e o Legislativo para que o país “caminhe com mais harmonia”.

“Não podemos deixar de enxergar que o Judiciário extrapola em inúmeras oportunidades com invasão de competência”, criticou Kassab, citando como exemplo as ações judiciais relacionadas a emendas parlamentares. Suas palavras indicam uma preocupação com o equilíbrio entre os poderes.

Temer: de impopular a “popularíssimo”

Em outro momento, Michel Temer comentou sua própria trajetória política. Ele relatou que, apesar de ter enfrentado forte rejeição após o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), atualmente se considera um ex-presidente “popularíssimo”.

Temer atribuiu essa mudança à sua capacidade de realizar reformas importantes, como as da Previdência e do Ensino Médio, mesmo em um cenário de impopularidade. “Eu não tive preocupação eleitoreira, porque não estava no meu horizonte participar de uma reeleição. Fui um presidente muito impopular, mas em face daquela impopularidade eu fiz tudo isso que eu disse, e hoje sou um ex-presidente popularíssimo”, concluiu.

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